A leitura do Portugal Profundo traz de vez em quando novidades sobre o Dossier Sócrates e famigerada licenciatura do senhor Primeiro Ministro na Universidade Independente. O jornal Público trouxe ontem a lume mais algumas tropelias ao processo, actos de deferência para com o nosso Primeiro seguramente. Ainda ontem, a grande novidade foi que o advogado José Maria Martins entregou no DCIAP/PGR a contestação ao despacho de arquivamento do inquérito à licenciatura na UnI de José Sócrates. Dessa forma, o processo continua aberto
Não sei quem é José Maria Martins, mas já tem a minha simpatia. Li alguns dos escritos do seu blog. Se bem não concordo totalmente, acho que ele destaca pontos muito importantes. Concordo plenamente que Portugal é um país em decadência, vamos-nos tornar num país de reformados e de funcionários públicos, o êxodo da pessoas inteligentes e competentes já começou. Afinal, sempre fomos um país de emigrantes.
quarta-feira, setembro 26
terça-feira, setembro 25
Festival de Microfilmes de Lisboa
Descobro hoje, por completo acaso, que a Produções Fictícias está a organizar um festival muito peculiar. O Festival de Microfilmes de Lisboa vai decorrer 1 e 2 de Dezembro de 2007, no Cinema São Jorge em Lisboa e a 8 de Dezembro no Passos Manuel no Porto. Mas já podemos mandar os nossos microfilmes, até 14 de Novembro. A ideia é que o comum dos mortais se arme em realizador, pegue no telemóvel ou na máquina fotográfica e faça uma curta que depois será apreciada em concurso. Para quem gostar de cinema, e se quiser armar em realizador basta consultar o regulamento, os prémios são apetitosos. A ideia tem a colaboração do portal Sapo, já que os vídeos enviados para o certame estão alojados no Sapo Vídeos. Uma iniciativa bastante original, espero que tenham bastante êxito. Não sei se vou participar, mas vou recomendar pelo menos.
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quinta-feira, setembro 20
Por Fim Qualidade Educativa
Não resisti a transpor esta caricatura de Antero, o desenhador de serviço no blog Anterozóide. Onde se podem encontrar algumas piadas bem acidas relativamente ao actual estado da nação, e sobretudo em relação à educação. Desconheço se o cartoonista é professor, mas parece ser alguém próximo do meio. De qualquer maneira há que louvar a sua arte e o seu talento, que até em vídeo se exprime.
segunda-feira, setembro 17
O Caminho para uma Ditadura
Enquanto José Sócrates anda em tourneé a fazer inaugurações, cerimónias de abertura e a entregar computadores pelo país passa-se qualquer coisa de sinistro na Assembleia da República. Durante este ano foram modificados o Código Penal, o Código de Processo Penal, o Código de Processo Civil, Sociedades Comerciais, Notariado, Lei do Arrendamento... Alguns deles mais do que uma vez. Até há gente que acha que é o governo a cobrir os seus passos, a proteger-se a si e aos seus. O mais estranho é que têm a colaboração do PSD. Nesta entrevista ao ex-bastonário da Ordem dos Advogados, António Pires de Lima chegar a falar do "Caminho para uma Ditadura".
domingo, setembro 16
Festas dos Capuchos 2007
São as festas da minha terra, e faço questão de estar presente todos os anos. Até porque é a ocasião para o reencontro com muita malta que tem ali as suas origens, ou por uma razão ou por outra ficou com Vila Viçosa no coração. O espectáculo taurino não me interessa para nada... Pelo lado da animação e da música a coisa vai de mal em pior também... Resta o lado humano e a companhia de velhos amigos que falava.
Este ano fiz-me a acompanhar da minha fiel olho de peixe durante o arraial, ficou um registo engraçado. Ao que parece (estou cada vez mais convencido) que a lomografia é muito compatível com o estado ébrio. O estado de intoxicação com que me encontrava durante a festa não impediu de roubar umas imagens para a posteridade. Diga-se até que as que melhor ficaram foram fruto de um delírio alcoólico. No sábado a noite só já dispunha de um rolo, que se esvaiu rapidamente, como as fotografias me estavam a divertir sobre-maneira, cedi a ideia luminosa que tive. Puxei o carrete para trás, e repeti (quase) todo o rolo... No outro dia, posto a pensar, dei por seguro o desastre. Mas não, nunca me tinha saído um rolo tão bom, donde não atirei nenhuma foto para o lixo. Tenho de agradecer à funcionária do laboratório da Fnac que digitalizou o negativo, porque até soube sacar umas fotografias bem engraçadas do aglomerado de imagens desconexas que resultou.
Este ano fiz-me a acompanhar da minha fiel olho de peixe durante o arraial, ficou um registo engraçado. Ao que parece (estou cada vez mais convencido) que a lomografia é muito compatível com o estado ébrio. O estado de intoxicação com que me encontrava durante a festa não impediu de roubar umas imagens para a posteridade. Diga-se até que as que melhor ficaram foram fruto de um delírio alcoólico. No sábado a noite só já dispunha de um rolo, que se esvaiu rapidamente, como as fotografias me estavam a divertir sobre-maneira, cedi a ideia luminosa que tive. Puxei o carrete para trás, e repeti (quase) todo o rolo... No outro dia, posto a pensar, dei por seguro o desastre. Mas não, nunca me tinha saído um rolo tão bom, donde não atirei nenhuma foto para o lixo. Tenho de agradecer à funcionária do laboratório da Fnac que digitalizou o negativo, porque até soube sacar umas fotografias bem engraçadas do aglomerado de imagens desconexas que resultou.
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sábado, setembro 15
Memórias de Um Verão
As fotografias que documentam as minhas férias já estão todas penduradas no meu álbum. Ainda tinha carretes por revelar, e uma meia dúzia de fotos que estava no me telemóvel do trabalho. Só recentemente, exactamente no dia que as imagens documentam me deu por brincar um pouco com a câmara e as funções que traz. Acabei por descobrir um modo ideal para mim, de fotografia panorâmica, criada artificialmente a partir de imagens encadeadas. Só é pena que seja preciso instalar um monte de lixo no computador para sacar as fotos do raio da máquina.
Foi nesse dia também, no meu primeiro dia de férias, que realmente me senti feliz em descontraído em Madrid. Descobri um local emblemático, finalmente uma parte da alma de Madrid que me deixou fascinado, ficaram as fotografias do Parque do Retiro para contar a história. A minha companhia negou-se a andar de barquinho, mas ainda hei-de lá voltar.
Será que isto é o início da narrativa das minhas férias? Se calhar não sei... depende do tempo e do humor.
Foi nesse dia também, no meu primeiro dia de férias, que realmente me senti feliz em descontraído em Madrid. Descobri um local emblemático, finalmente uma parte da alma de Madrid que me deixou fascinado, ficaram as fotografias do Parque do Retiro para contar a história. A minha companhia negou-se a andar de barquinho, mas ainda hei-de lá voltar.
Será que isto é o início da narrativa das minhas férias? Se calhar não sei... depende do tempo e do humor.
sexta-feira, setembro 14
Dissonância Cognitiva
Vale a pena ler um artigo do Guardian sobre o lento acordar do público em geral, e inglês em particular, para as implicações do caso McMann. A mim quem me chamou a atenção foi a Grande Loja.
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quinta-feira, setembro 13
Portugal é um País Obediente
Decerto ouve muitas pressões diplomáticas a propósito do caso Madeleine McMann mas não é desse triste caso que vou falar hoje. Hoje vou falar da atitude do Governo Português com respeito à visita do Dalai Lama a Portugal. Pelos vistos ninguém o vai receber em visita oficial, situação que é uma repetição de visitas anteriores. Eu até simpatizo com o homem, e com a religião. Apesar de ser agnóstico encaro o budismo como uma série de ensinamentos bastante cabais, e sem demasiados dogmas. Muito diferente de outras religiões que por aí andam.
O porquê desta ostracização não percebo. Por ser o representante duma religião que não é a Católica não pode ser, porque apesar do que digam está consagrado na Constituição que Portugal é um país laico. Por ser uma figura controversa também é impossível, recebeu um prémio Nobel da paz. Talvez sejam as pressões do Governo Chinês que chega a grandes extremos para reprimir o budismo desde que anexou o Tibete. Chegaram até ao ponto de proibir a re-encarnação do Dalai-Lama.
Mas parece que a subserviência mostrada para com as autoridades chinesas não deu grandes frutos. A secretária de Estado dos Transportes fez recentemente uma visita oficial à China para tentar descolar umas obras para as construtoras portuguesas na Expo Shangai 2010 mas voltou com uma resposta negativa.
Mais uma curiosidade a respeito disto. Na instituição bancária espanhola onde tenho o (des)prazer de estar a trabalhar neste momento tinham uma série de sítios Internet bloqueados. Já tinha comentado aqui que me era impossível escrever no meu blog ou ver as minhas fotografias a partir de lá. Parece que alguém teve um ataque de senso comum e desbloqueou o Blogger e o Flickr. Curiosamente descobri hoje que a homepage do Dalai Lama está bloqueada. Enfim... vá-se lá perceber esta gente.
O porquê desta ostracização não percebo. Por ser o representante duma religião que não é a Católica não pode ser, porque apesar do que digam está consagrado na Constituição que Portugal é um país laico. Por ser uma figura controversa também é impossível, recebeu um prémio Nobel da paz. Talvez sejam as pressões do Governo Chinês que chega a grandes extremos para reprimir o budismo desde que anexou o Tibete. Chegaram até ao ponto de proibir a re-encarnação do Dalai-Lama.
Mas parece que a subserviência mostrada para com as autoridades chinesas não deu grandes frutos. A secretária de Estado dos Transportes fez recentemente uma visita oficial à China para tentar descolar umas obras para as construtoras portuguesas na Expo Shangai 2010 mas voltou com uma resposta negativa.
Mais uma curiosidade a respeito disto. Na instituição bancária espanhola onde tenho o (des)prazer de estar a trabalhar neste momento tinham uma série de sítios Internet bloqueados. Já tinha comentado aqui que me era impossível escrever no meu blog ou ver as minhas fotografias a partir de lá. Parece que alguém teve um ataque de senso comum e desbloqueou o Blogger e o Flickr. Curiosamente descobri hoje que a homepage do Dalai Lama está bloqueada. Enfim... vá-se lá perceber esta gente.
quarta-feira, setembro 12
A Saga dos McMann
Para mim, só o circo mediático que os McCann organizaram à volta do desaparecimento da filha já é vergonhoso, é assim que penso desde o início desta história. Várias vezes me interroguei sobre donde viriam os meios para sustentar a residência de férias onde os pais de madeleine habitaram os últimos meses. Entretanto as coisas foram andando e a miúda não apareceu. A Policia Judiciária viu-se debaixo de fogo, acusada de incompetência ou falta de acção, mas os seus elementos estavam a trabalhar. Não é por acaso que esta polícia tem a fama de ser das melhores da Europa, já tinham o casal debaixo de olho. Recentemente começaram-se a avistar contornos cada vez mais sinistros do caso. O governo inglês já deve estar arrependido de ter dado ajuda financeira e diplomática à causa agora que o casal fugiu para a Inglaterra. Por cá fica-se se na dúvida se os devíamos ter deixado ir ou não.
quinta-feira, setembro 6
Algumas Voltas que dei por Aí
Alergia ao Trabalho
Estive demasiado tempo sem escrever aqui, reconheço. Um comentário à minha ultima entrada confirmou isso mesmo, a resposta que deixaram deixou-me ao mesmo tempo triste e alegre. Pelo menos ainda tenho audiência. Por uma série de razões está-se a tornar mais difícil escrever. Tenho menos tempo, e os senhores da instituição onde estou a trabalhar agora têm bloqueada metade da Internet, incluindo o Blogger. Ainda não falei sobre as minhas férias, nem sei se o farei (no ano passado acabei por não escrever nada sobre a minha road trip). Mas a minha cara metade está a escrever uma série sobre as nossas férias para quem tiver curiosidade. Vou sim, pôr um apontador para as minhas fotos assim que as tiver carregado todas no Flickr.
O facto é que esta semana não me anda a correr nada bem. Um dos grandes problema é que o regresso ao trabalho (nem que seja depois de uma curta semana de férias) é violento, isto foi agravado pelo facto de estar cada vez mais farto do que faço e dos horários de gente louca. Mas lá apanhei o avião para Madrid na segunda-feira de manhã. Experimentei a Vueling pela primeira vez e não posso dizer que tenha ficado muito impressionado, fomos avisados que o avião ia sofrer um atraso quando já estávamos todos os passageiros enfiados naquela sardinha em lata, e lá tivemos tempos e tempos à espera. A companhia retirou algum espaço entre os bancos para conseguir enfiar mais algumas pessoas em cada voo, o resultado é que alguém da minha estatura quase não cabe lá. Estar lá encafuado não me soube nada bem, e claro cheguei ao meu destino com um humor péssimo. Nem quero pensar na viagem amanhã.
Ainda pior, já andava a sentir qualquer coisa durante as férias, quando voltei ao bulício laboral o choque foi tal que me comecei a sentir realmente mal. Ignorei a coisa, fiz um auto-diagnóstico, alergia ao trabalho, e deixei-me andar. Ontem à noite senti-me bastante doente, e acabei por ceder ao senso comum e dirigi-me hoje ao Centro de Saúde mais próximo de mim. Posso dizer que não encontraram o caso do meu mal, mas deram-me uns comprimidos e deixaram-me descansado, não preciso de ir à faca nem nada disso. Mas também posso dizer que fiquei impressionado com o sistema público de saúde espanhol. Tive um tratamento que só consigo comparar ao tratamento que recebi em Portugal num hospital privado. Cheguei ao centro, esperei algum tempo para tratar da burocracia, e de imediato me dirigiram para um médico. No total estive lá menos de duas horas, foram-me feitas análises, e até me aconselharam a registar-me no centro uma vez que estava a residir temporariamente na sua área. Principais diferenças que observei: aqui o conceito do médico de família realmente existe e funciona; o tempo de espera foi por causa dos trâmites administrativos (mas não me puseram obstáculo burocrático algum note-se); o número de médicos não tem nada a ver aqui é muitas vezes superior... Confirmei também em primeira mão algo que já sabia, os medicamentos são comparticipados quase na sua totalidade. Fui à farmácia levantar a minha receita e comprar um termómetro, paguei apenas o termómetro.
O facto é que esta semana não me anda a correr nada bem. Um dos grandes problema é que o regresso ao trabalho (nem que seja depois de uma curta semana de férias) é violento, isto foi agravado pelo facto de estar cada vez mais farto do que faço e dos horários de gente louca. Mas lá apanhei o avião para Madrid na segunda-feira de manhã. Experimentei a Vueling pela primeira vez e não posso dizer que tenha ficado muito impressionado, fomos avisados que o avião ia sofrer um atraso quando já estávamos todos os passageiros enfiados naquela sardinha em lata, e lá tivemos tempos e tempos à espera. A companhia retirou algum espaço entre os bancos para conseguir enfiar mais algumas pessoas em cada voo, o resultado é que alguém da minha estatura quase não cabe lá. Estar lá encafuado não me soube nada bem, e claro cheguei ao meu destino com um humor péssimo. Nem quero pensar na viagem amanhã.
Ainda pior, já andava a sentir qualquer coisa durante as férias, quando voltei ao bulício laboral o choque foi tal que me comecei a sentir realmente mal. Ignorei a coisa, fiz um auto-diagnóstico, alergia ao trabalho, e deixei-me andar. Ontem à noite senti-me bastante doente, e acabei por ceder ao senso comum e dirigi-me hoje ao Centro de Saúde mais próximo de mim. Posso dizer que não encontraram o caso do meu mal, mas deram-me uns comprimidos e deixaram-me descansado, não preciso de ir à faca nem nada disso. Mas também posso dizer que fiquei impressionado com o sistema público de saúde espanhol. Tive um tratamento que só consigo comparar ao tratamento que recebi em Portugal num hospital privado. Cheguei ao centro, esperei algum tempo para tratar da burocracia, e de imediato me dirigiram para um médico. No total estive lá menos de duas horas, foram-me feitas análises, e até me aconselharam a registar-me no centro uma vez que estava a residir temporariamente na sua área. Principais diferenças que observei: aqui o conceito do médico de família realmente existe e funciona; o tempo de espera foi por causa dos trâmites administrativos (mas não me puseram obstáculo burocrático algum note-se); o número de médicos não tem nada a ver aqui é muitas vezes superior... Confirmei também em primeira mão algo que já sabia, os medicamentos são comparticipados quase na sua totalidade. Fui à farmácia levantar a minha receita e comprar um termómetro, paguei apenas o termómetro.
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segunda-feira, setembro 3
As Férias
Este blog esteve encerrado para férias durante a última semana. Esteve porque já estou de volta, foi bom enquanto durou.
quarta-feira, agosto 22
Zeitgeist
Sou leitor habitual do blog de Scott Adams, o autor de Dilbert a famosa banda desenhada sobre um escritório cheio de estereótipos e onde nada funciona. O diário na rede deste senhor chama-se convenientemente The Dilbert Blog e nele podemos encontrar pérolas de humor mordaz e acutilante um pouco à semelhança da banda desenhada. Isto não invalida que sejam tratados assuntos sérios, mas sempre sob a visão muito particular do autor e desenhador.
No outro dia ao ler um artigo sobre conspirações deliciosas descobri um filme, que é um trabalho de colaboração fantástico, uma longa metragem que é o exemplo perfeito do que a Internet pode conseguir. De título Zeitgeist, termo alemão que se traduz como espírito do tempo. Trata-se de uma obra provocadora, o que é que têm em comum a história de Jesus, a Reserva Federal Americana, e os atentados do 11 de Setembro? Segundo o filme estão todos ligados a eventos fabricados com a intenção de manipular a opinião pública e controlar as massas. E a verdade é que fiquei extremamente curioso sobre alguns dos temas abordados, gostaria de poder avaliar a veracidade de uma série de coisas. Deixo aqui o filme, asseguro-vos que vale a pena ver, e que uma vez o começamos ficamos tão absorvidos que mal damos pelas duas horas a passarem. Mais informação no sítio oficial do filme.
No outro dia ao ler um artigo sobre conspirações deliciosas descobri um filme, que é um trabalho de colaboração fantástico, uma longa metragem que é o exemplo perfeito do que a Internet pode conseguir. De título Zeitgeist, termo alemão que se traduz como espírito do tempo. Trata-se de uma obra provocadora, o que é que têm em comum a história de Jesus, a Reserva Federal Americana, e os atentados do 11 de Setembro? Segundo o filme estão todos ligados a eventos fabricados com a intenção de manipular a opinião pública e controlar as massas. E a verdade é que fiquei extremamente curioso sobre alguns dos temas abordados, gostaria de poder avaliar a veracidade de uma série de coisas. Deixo aqui o filme, asseguro-vos que vale a pena ver, e que uma vez o começamos ficamos tão absorvidos que mal damos pelas duas horas a passarem. Mais informação no sítio oficial do filme.
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Desarraigado
Hoje em dia vivo dividido. Frequento habitualmente (umas mais do que outras) quatro casas, mas a nenhuma posso chamar lar. Deve-se isto a factores vários. Quando deixei o Alentejo para estudar em Lisboa abracei o conceito de estar longe de casa. Mas a pouco e pouco Lisboa tornou-se a minha casa. Entretanto arranjei uma namorada fora do país, alguém que morasse ao virar da esquina tinha sido mais prático, mas o coração pôde mais que a razão. Hoje em dia sou um pouco Asturiano, e encontrei mais uma residência que por gentil oferta está aberta para mim sempre que o necessito. Mais recentemente fui desafiado para uma aventura no campo profissional, que me catapultou para fora de Portugal, mas não para muito longe. Neste momento sou uma espécie de emigrante em Madrid, que se desloca todos os fins de semana. Se as perspectivas ao início eram encontrar uma actividade mais recompensadora a nível intelectual e pessoal, neste momento admito, estou aqui pelo dinheiro.
Mas vem todo este desabado a propósito dum simples exemplo. O Google lançou agora duas novidades relacionadas com mapas, a possibilidade de embeber o Google Maps num qualquer sítio web, e um mapa do céu para o Google Earth. Para demonstração fica aqui o mapa para o meu mundo hoje em dia e para os pontos cardeais que regem a minha vida.
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Mas vem todo este desabado a propósito dum simples exemplo. O Google lançou agora duas novidades relacionadas com mapas, a possibilidade de embeber o Google Maps num qualquer sítio web, e um mapa do céu para o Google Earth. Para demonstração fica aqui o mapa para o meu mundo hoje em dia e para os pontos cardeais que regem a minha vida.
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terça-feira, agosto 21
As Mentiras mais Vergonhosas
No outro dia escrevi sobre a manipulação da Wikipedia por parte duma personalidade portuguesa, na tentativa de apagar factos e portanto afasta-los do conhecimento público. Estas operações de lavagem da imagem (o termo em inglês é spin job) é extremamente frequente na enciclopédia online. Acontece que os bibliotecários já há muito que estão alerta para o problema, além disso a própria ferramenta que faz a enciclopédia funcionar (uma aplicação apelidada de Wiki daí o nome Wikipedia) está preparada de base para registar todas as modificações e o seu autor. Mas o que é realmente preocupante é ver quão prontamente as personalidades e as organizações se dispõem a alterar factos para manipular a opinião pública.
A lista de exemplos de tentativas frustradas de modificações à enciclopédia é enorme. A Wired está neste momento a fazer uma votação sobre os spin jobs mais vergonhosos. Duma lista de modificações suspeitas e seus autores, podemos dar a nossa opinião sobre se a organização em causa pretendia mesmo distorcer a verdade ou se foi um simples acto de boa fé. A lista é muito interessante, há lá de tudo, desde políticos tentando esconder os podres, a companhias petrolíferas minimizando desastres ecológicos, e claro como não podia faltar a Guerra do Iraque. Mas mais surpreendente ainda, encontramos de que o Departamento da Defesa Americano andou a modificar o artigo sobre a pílula anti-contraceptiva...
A lista de exemplos de tentativas frustradas de modificações à enciclopédia é enorme. A Wired está neste momento a fazer uma votação sobre os spin jobs mais vergonhosos. Duma lista de modificações suspeitas e seus autores, podemos dar a nossa opinião sobre se a organização em causa pretendia mesmo distorcer a verdade ou se foi um simples acto de boa fé. A lista é muito interessante, há lá de tudo, desde políticos tentando esconder os podres, a companhias petrolíferas minimizando desastres ecológicos, e claro como não podia faltar a Guerra do Iraque. Mas mais surpreendente ainda, encontramos de que o Departamento da Defesa Americano andou a modificar o artigo sobre a pílula anti-contraceptiva...
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quinta-feira, agosto 16
Apanhado com a Mão na Massa
Recentemente ouve um estudante americano que se lembrou de fazer uma ferramenta mais ou menos simples mas com muita utilidade para os mais curiosos devotos da Wikipedia. Não é mais que uma ferramenta de busca que serve para encontrar lavagens feitas a artigos da enciclopédia. Claro que a coisa teve o seu sucesso imediato, ao pôr em evidência alguma publicidade abonatória que grandes organizações tentam introduzir à socapa.
Mas o blogger português Vasco de Carvalho do Zero de Conduta, lembrou-se de aplicar a ferramenta ao nosso cantinho à beira mal plantado, e o que descobriu é muito interessante. Basicamente descobriu que a entrada sobre José Sócrates foi alterada várias vezes, sempre pelo mesmo endereço IP. Chegando ao ponto de os administradores da enciclopédia classificarem as alterações como vandalismo. E quem são os vândalos? Nada mais nada mesmo que uma entidade governamental. Aconselha-se a leitura do artigo, onde é explicado todo o trabalho de detective (incluindo a parte técnica), o título é convidativo Os longos braços da censura Socrática.
Mas o blogger português Vasco de Carvalho do Zero de Conduta, lembrou-se de aplicar a ferramenta ao nosso cantinho à beira mal plantado, e o que descobriu é muito interessante. Basicamente descobriu que a entrada sobre José Sócrates foi alterada várias vezes, sempre pelo mesmo endereço IP. Chegando ao ponto de os administradores da enciclopédia classificarem as alterações como vandalismo. E quem são os vândalos? Nada mais nada mesmo que uma entidade governamental. Aconselha-se a leitura do artigo, onde é explicado todo o trabalho de detective (incluindo a parte técnica), o título é convidativo Os longos braços da censura Socrática.
quarta-feira, agosto 8
Hard Headed Woman
I'm looking for a hard headed woman,
One who will take me for myself,
And if I find my hard headed woman,
I won't need nobody else, no, no, no.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman
I know the rest of my life will be blessed -- yes, yes, yes.
I know a lot of fancy dancers,
people who can glide you on a floor,
They move so smooth but have no answers.
When you ask Why'd you come here for?
I don't know Why?
I know many fine feathered friends
but their friendliness depends on how you do.
They know many sure fired ways
to find out the one who pays
and how you do.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me feel so good,
And if I find my hard headed woman,
I know my life will be as it should -- yes, yes, yes.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman...
Cat Stevens
One who will take me for myself,
And if I find my hard headed woman,
I won't need nobody else, no, no, no.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman
I know the rest of my life will be blessed -- yes, yes, yes.
I know a lot of fancy dancers,
people who can glide you on a floor,
They move so smooth but have no answers.
When you ask Why'd you come here for?
I don't know Why?
I know many fine feathered friends
but their friendliness depends on how you do.
They know many sure fired ways
to find out the one who pays
and how you do.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me feel so good,
And if I find my hard headed woman,
I know my life will be as it should -- yes, yes, yes.
I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman...
Cat Stevens
terça-feira, agosto 7
Quem tem Opinião, Guarde-a
Ter opinião própria e ser funcionário público são aparentemente coisas incompatíveis nos dias que correm. Que o diga Dalila Rodrigues, directora do Museu Nacional de Arte Antiga, que soube recentemente que não vai ser reconduzida no cargo. A razão que lhe foi dada foram as críticas que fez ao actual modelo de gestão dos Museus. Nunca antes tinha ouvido falar desta senhora, mas pelo que li tem muita obra feita, e fez bastante para revitalizar o organismo onde trabalha. Entretanto, o Ministério da Cultura apesar de não se pronunciar sobre o assunto já nomeou o sucessor.
segunda-feira, agosto 6
Desvario no Bairro Alto
Dar uma voltinha pelo Bairro Alto é sempre um bom programa. O Bairro tem muita mística, tem muita gente, mas sobretudo tem muita escolha. Dentro daquele espaço tão pequeno de ruas e encruzilhadas juntam-se todas as tribos urbanas de que há memória e todos têm um sítio onde parar. Dos gays aos metálicos da pesada, há por ali de tudo. É engraçado beber copos num sitio tão cosmopolita. Ainda por cima quando a malta se junta e parece que toda a gente fica louca... a olho de peixe estava lá e ilustra.
terça-feira, julho 31
Os Clunk em Xabregas
Na sexta-feira passada tive uma noite deveras diferente. Os Clunk foram até Xabregas, a uma antiga sociedade recreativa e clube desportivo na Rua da Manutenção, agora transformada em associação dar um concerto. Bom, na realidade foram fazer a primeira parte do concerto dos Sal y Mileto, um grupo equatoriano que se encontra em digressão pela Europa. Eu confesso que não sei quase nada sobre os Sal y Mileto, fui até lá para ver os Clunk tocar.
Foi interessante porque não havia quase ninguém, no entanto deu para conhecer as pessoas que por lá andavam, a malta por trás do balcão e da organização. Malta bem divertida e cheia de iniciativa, pessoal do movimento associativo é raro encontrar, hoje em dia há poucos a malta jovem não quer fazer nada, compra já tudo feito.
Os Clunk estiveram bem, com um ou outro prego. Curti o som dos Sal y Mileto, não sabia que nessa parte do mundo curtissem o trash metal, tamos sempre a aprender. Foi pena porque o concerto acabou muito cedo. É que apesar de eles terem tocado pouco eram já três da manhã quando apareceu a polícia a mandar toda a gente para casa. Ficaram as fotos que tirei com a minha fiel olho de peixe.
Foi interessante porque não havia quase ninguém, no entanto deu para conhecer as pessoas que por lá andavam, a malta por trás do balcão e da organização. Malta bem divertida e cheia de iniciativa, pessoal do movimento associativo é raro encontrar, hoje em dia há poucos a malta jovem não quer fazer nada, compra já tudo feito.
Os Clunk estiveram bem, com um ou outro prego. Curti o som dos Sal y Mileto, não sabia que nessa parte do mundo curtissem o trash metal, tamos sempre a aprender. Foi pena porque o concerto acabou muito cedo. É que apesar de eles terem tocado pouco eram já três da manhã quando apareceu a polícia a mandar toda a gente para casa. Ficaram as fotos que tirei com a minha fiel olho de peixe.
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sábado, julho 28
A Pirataria Está a Financiar o Terrorismo
É o título de uma notícia no Diário de Noticias de ontem. É sugestivo e quando lemos o artigo descobrimos que são as declarações de Eduardo Simões, o Director Geral da Associação Fonográfica Portuguesa. Este simpático senhor avisa-nos para o perigo que corremos se continuarmos a comprar CD's piratas, parece que o dinheiro vai para gente muito malvada. Isto realmente é um discurso demasiado hipócrita para ser levado a sério, só pode ser piada.
Jugar al Duro
À duas semanas fui visitar a minha namorada... levei a olho de peixe atrás claro para ficar com uma outra recordação. Sim, porque andar a "jugar al duro" e emborcar quantidades astronómicas de kalimotxo acaba com qualquer um.
quinta-feira, julho 26
O Caso da Licenciatura Já é Internacional
Com a presidência portuguesa da Comissão Europeia os podres do nosso Primeiro ministro já chegaram à boca do Mundo. Foi publicado um artigo no jornal britânico The Independent sobre a polémica que rodeia o grau académico de José Sócrates, que até nem está totalmente correcto, mas que com toda a certeza vai chamar a atenção internacional para este problema doméstico que o governo tanto se esforça por varrer para debaixo do tapete.
quarta-feira, julho 25
O Casting para a Educação
Os comentários já ecoam por aí (vêr aqui, aqui e aqui), o ridículo a que o Primeiro-Ministro se submeteu na apresentação do Plano Tecnológico para a Educação foi acentuado pelo talento e sentido de oportunidade da jornalista da Sic Noticias que fez a reportagem. A peça apesar de ser politicamente correcta deixa extravasar um pouco de ironia. Então não é que as criancinhas que assistiam maravilhadas à apresentação de Sócrates e aplaudiam a sua intenção de pôr um computador em cada sala aula tinham sido contratadas numa agência e estava a receber à hora?
É caso para nos interrogarmos se há outras medidas de governo que foram aplaudidas por apoiantes contratados. Parece que hoje em dia a politica em Portugal se faz num mundo de faz de conta. Cá para mim as coisas andam neste estado porque temos uma oposição a brincar, à altura de certo líder partidário. É que enquanto estas coisas se andam a passar no país parece que a segunda maior força parlamentar nada tem a dizer.
Não deixem de prestar atenção aos últimos segundos do vídeo que vos deixo, são os melhores.
É caso para nos interrogarmos se há outras medidas de governo que foram aplaudidas por apoiantes contratados. Parece que hoje em dia a politica em Portugal se faz num mundo de faz de conta. Cá para mim as coisas andam neste estado porque temos uma oposição a brincar, à altura de certo líder partidário. É que enquanto estas coisas se andam a passar no país parece que a segunda maior força parlamentar nada tem a dizer.
Não deixem de prestar atenção aos últimos segundos do vídeo que vos deixo, são os melhores.
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terça-feira, julho 24
Punk Cigano
Tenho de agradecer a chamada de atenção que me fizeram para um grupo, os Gogol Bordello, do qual fiquei fã imediatamente depois de vêr este videoclip. Eles praticam um estilo bastante original, fazem lembrar um pouco os No Smoking Orchestra de Emir Kusturika, mas o rótulo mais giro que encontrei para música deles foi punk cigano. Ficaram conhecidos porque a Madonna simpatizou com eles e fizeram a abertura de alguns concertos dela. Vamos ter o privilégio de os receber em Portugal para dois concertos, dia 28 de Julho no Festival Músicas do Mundo e dia 14 de Agosto no Paredes de Coura.
Adorava ir vê-los, mas já tenho como certo que não vou poder ir a Paredes de Coura este ano. Não vou ter férias nessa altura, uma péssima noticia que já me está a deixar a boca amarga.
Adorava ir vê-los, mas já tenho como certo que não vou poder ir a Paredes de Coura este ano. Não vou ter férias nessa altura, uma péssima noticia que já me está a deixar a boca amarga.
sábado, julho 21
Intel Junta-se ao OLPC
Há tempos falei aqui do conflito que opunha a Intel ao projecto One Laptop per Child. Parecem que tudo se resolveu e todos ficaram amigos, afinal chegaram à conclusão que os produtos apresentados por cada facção são complementares, e não concorrentes. A Intel juntou-se ao esforço para conseguir um portátil por 100 dólares.
Até há quem diga que a famosa lei de Moore está em causa, e que existe a possibilidade que toda a industria se vire para um paradigma mais limpo e menos dispendioso. Quem continua de fora desta história é a Microsoft, que não consegue pôr o Windows a correr no XO. O problema é que o Windows não foi desenhado a pensar na flexibilidade, nem na economia. Já existem por aí uma série de plataformas de computação que exploram o baixo consumo energético e o baixo custo como característica base. Este é um segmento de mercado que vai crescer concerteza, e por agora a Microsoft está fora do jogo.
Até há quem diga que a famosa lei de Moore está em causa, e que existe a possibilidade que toda a industria se vire para um paradigma mais limpo e menos dispendioso. Quem continua de fora desta história é a Microsoft, que não consegue pôr o Windows a correr no XO. O problema é que o Windows não foi desenhado a pensar na flexibilidade, nem na economia. Já existem por aí uma série de plataformas de computação que exploram o baixo consumo energético e o baixo custo como característica base. Este é um segmento de mercado que vai crescer concerteza, e por agora a Microsoft está fora do jogo.
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Better Way
One, two, one, two, three
I'm a living sunset
Lightning in my bones
Push me to the edge
But my will is stone
'Cause I believe in a better way!
Fools will be fools
And wise will be wise
But i will look this world
Straight in the eyes
I believe in a better way!
I believe in a better way!
What good is a man
Who won't take a stand
What good is a cynic
With no better plan
I believe in a better way!
I believe in a better way!
Reality is sharp
It cuts at me like a knife
Everyone i know
Is in the fight of their life
I believe in a better way!
Take your face out of your hands
And clear your eyes
You have a right to your dreams
And don't be denied
I believe in a better way!
I believe in a better way!
I believe in a better way!
Better Way, Ben Harper
I'm a living sunset
Lightning in my bones
Push me to the edge
But my will is stone
'Cause I believe in a better way!
Fools will be fools
And wise will be wise
But i will look this world
Straight in the eyes
I believe in a better way!
I believe in a better way!
What good is a man
Who won't take a stand
What good is a cynic
With no better plan
I believe in a better way!
I believe in a better way!
Reality is sharp
It cuts at me like a knife
Everyone i know
Is in the fight of their life
I believe in a better way!
Take your face out of your hands
And clear your eyes
You have a right to your dreams
And don't be denied
I believe in a better way!
I believe in a better way!
I believe in a better way!
Better Way, Ben Harper
quarta-feira, julho 18
Assim se faz TV em Portugal
O wrestling é um pseudo-desporto que está muito na moda neste momento entre nós. Digo pseudo-desporto porque as capacidades atléticas e as elaboradas coreografias que os gigantes americanos exibem no ringue não são de desprezar. Foram organizados vários espectáculos em Portugal e esgotaram todos.
Talvez inspirados pelo sucesso da modalidade do outro lado do atlântico houve quem decidisse aventurar-se e trazer o mesmo tipo de emoções faladas (e bailadas) em português aos telespectadores nacionais. Através do Portal Pimba podemos assistir ao combate pelo título, que foi transmitido no programa da TVI "As Tarde da Júlia" apresentado por Júlia Pinheiro. A APW (Associação Portuguesa de Wrestling) é representada por Axel, que todos já conhecemos pelas suas aventuras na canção pimba. Aconselho seriamente o visionamento deste momento imperdível de televisão, é tão mau que não dá para acreditar.
Talvez inspirados pelo sucesso da modalidade do outro lado do atlântico houve quem decidisse aventurar-se e trazer o mesmo tipo de emoções faladas (e bailadas) em português aos telespectadores nacionais. Através do Portal Pimba podemos assistir ao combate pelo título, que foi transmitido no programa da TVI "As Tarde da Júlia" apresentado por Júlia Pinheiro. A APW (Associação Portuguesa de Wrestling) é representada por Axel, que todos já conhecemos pelas suas aventuras na canção pimba. Aconselho seriamente o visionamento deste momento imperdível de televisão, é tão mau que não dá para acreditar.
terça-feira, julho 17
A Luta Contra o Monopólio
O artista que antigamente era conhecido por Prince envolveu-se recentemente em mais uma polémica disputa com as editoras, e o seu monopólio sobre a distribuição de música. Já não é a primeira vez, há alguns anos, o artista viu-se forçado a mudar de nome para escapar ao controlo da editora Warner Brothers que detinha os direitos sobre o seu nome, a sua música, quiçá a sua alma, como o próprio disse:
The first step I have taken towards the ultimate goal of emancipation from the chains that bind me to Warner Bros. was to change my name from Prince to
. Prince is the name that my Mother gave me at birth. Warner Bros. took the name, trademarked it, and used it as the main marketing tool to promote all of the music that I wrote. The company owns the name Prince and all related music marketed under Prince. I became merely a pawn used to produce more money for Warner Bros.… I was born Prince and did not want to adopt another conventional name. The only acceptable replacement for my name, and my identity, was
, a symbol with no pronunciation, that is a representation of me and what my music is about. This symbol is present in my work over the years; it is a concept that has evolved from my frustration; it is who I am. It is my name.
A última novidade nesta luta foi a distribuição de Planet Earth, o mais recente álbum do artista na Grã-Bretanha em conjunto com a edição dominical do jornal Mail on Sunday. As editoras armaram confusão claro, ameaças não se fizeram esperar. Mas o certo é que as cadeias musicais estão a perder a influência que tiveram outrora. Existem métodos de distribuição novos, que não estão sob o seu controlo. O grande capital perde, mas ganham os consumidores de cultura e os melómanos.
The first step I have taken towards the ultimate goal of emancipation from the chains that bind me to Warner Bros. was to change my name from Prince to
A última novidade nesta luta foi a distribuição de Planet Earth, o mais recente álbum do artista na Grã-Bretanha em conjunto com a edição dominical do jornal Mail on Sunday. As editoras armaram confusão claro, ameaças não se fizeram esperar. Mas o certo é que as cadeias musicais estão a perder a influência que tiveram outrora. Existem métodos de distribuição novos, que não estão sob o seu controlo. O grande capital perde, mas ganham os consumidores de cultura e os melómanos.
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quinta-feira, julho 12
O Paradoxo da Dupla Tributação
A União Europeia acordou a pouco tempo, e percebeu que os cidadãos portugueses andam a ser vigarizados pelo Estado. Quando compramos carros sofremos aquilo que se chama de Dupla Tributação, pagamos imposto sobre imposto. Coisa declarada ilegal tanto pela Constituição nacional como pelas regras comunitárias. Já temos mais um processo movido por Bruxelas. O mais caricato é que as regras do jogo já mudaram, a definição do imposto automóvel mudou recentemente, ou seja o processo de Bruxelas já vem fora de tempo e encaixa-se numa realidade que está no pretérito passado.
Entretanto já andam a circular emails por aí a dar instruções sobre como receber o imposto de volta, não sei como, porque ainda nem sequer se sabe no que é que isto tudo vai dar. Se calhar foi algum escritório de advogados a lançar a bola de neve, se pensarmos bem é uma boa forma de angariar clientes, que acreditando nessa remota possibilidade decidem interpor um processo ao Estado. Isto até merecia um estudo, chain mails e a exploração da credulidade das pessoas como forma de marketing. Aliás quem reenvia essas mensagens e perpetua a cadeia não é crédulo, é mesmo otário!
Entretanto já andam a circular emails por aí a dar instruções sobre como receber o imposto de volta, não sei como, porque ainda nem sequer se sabe no que é que isto tudo vai dar. Se calhar foi algum escritório de advogados a lançar a bola de neve, se pensarmos bem é uma boa forma de angariar clientes, que acreditando nessa remota possibilidade decidem interpor um processo ao Estado. Isto até merecia um estudo, chain mails e a exploração da credulidade das pessoas como forma de marketing. Aliás quem reenvia essas mensagens e perpetua a cadeia não é crédulo, é mesmo otário!
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terça-feira, julho 10
Live Quê?
Concordo plenamente com o que diz o Planeta Pop, a RTP fez merda da grossa na transmissão do Live Earth. Um evento com um propósito com o qual simpatizo, e que a RTP conseguiu transformar num talk-show miserável.
segunda-feira, julho 9
Desperdícios & Azares
Ando com um bocado de azar, ou então não ando com atenção suficiente, mas também ando a abusar. E sem brincar, desperdiçar umas fotos não se aprende. O facto é que o que com o meu brinquedo preferido pode-se abusar muito. No fim de semana passado fui convidado por uns amigos para a festa da mini (uma forma antiquada de beber que certa cervejeira teve o bom senso de recuperar). Já meio ébrio e com a olho de peixe em riste, deu-me para as multi-exposições... O resultado foi que metade dos negativos ficaram completamente queimadinhos... Mas sairam fotografias que gosto mesmo muito, acho que não foi desperdício.
O que sim me deixou chateado no domingo passado, foi ter sido apanhado desprevenido sem pilhas. Acordei ressacado e sem destino para ir, surgiu a ideia de ir dar passeio com uma amiga até Sintra, pareceu um bom destino peguei na minha Nikon e num rolo e lá fui. Chegados lá fomos direitinhos à Quinta de Regaleira (que eu adorei, pode ser que escreva um artigo completo sobre isso algures no futuro). O pior foi quando meti o rolo na máquina e as pilhas morreram. Fiquei um bocado triste, mas tive de me conformar, porque pilhas CR2 não há por aí assim ao virar da esquina. As fotografias ficam para uma próxima visita, que está para breve, porque o local vale bem a pena.
O que sim me deixou chateado no domingo passado, foi ter sido apanhado desprevenido sem pilhas. Acordei ressacado e sem destino para ir, surgiu a ideia de ir dar passeio com uma amiga até Sintra, pareceu um bom destino peguei na minha Nikon e num rolo e lá fui. Chegados lá fomos direitinhos à Quinta de Regaleira (que eu adorei, pode ser que escreva um artigo completo sobre isso algures no futuro). O pior foi quando meti o rolo na máquina e as pilhas morreram. Fiquei um bocado triste, mas tive de me conformar, porque pilhas CR2 não há por aí assim ao virar da esquina. As fotografias ficam para uma próxima visita, que está para breve, porque o local vale bem a pena.
terça-feira, julho 3
Queixa do "primeiro-ministro enquanto tal e cidadão"...
Estou a seguir com muita curiosidade o desenrolar do processo por difamação que foi interposto por José Sócrates ao autor do Portugal Profundo. Já pensei que este processo acabará por tomar o pulso ao estado da democracia em Portugal. Este governo, e a administração que dele depende ultimamente dedicam-se a actos de cariz perigosamente totalitário. Que dirão os tribunais? Será que ainda é permitido aos cidadãos opinar livremente sobre quem os governa?
Não posso evitar pensar na eleição dos maiores portugueses. O zé povinho venera a imagem de Salazar, o governo traz de volta a censura e o castigo arbitrário cai sobre os que levantam a voz contra o regime.
Não posso evitar pensar na eleição dos maiores portugueses. O zé povinho venera a imagem de Salazar, o governo traz de volta a censura e o castigo arbitrário cai sobre os que levantam a voz contra o regime.
segunda-feira, julho 2
O Aquário foi Actualizado
Agora levo sempre o olho de peixe a passear ao fim de semana... cada vez brinco mais, agora ando-me a divertir com a abertura do obturador e com múltiplas exposições. Os curiosos podem espreitar aqui as actualizações.
sexta-feira, junho 29
Cuidado com as Piadas (continuação)
Portugal está a ficar cada vez mais perigoso para a pessoas com sentido de humor. Pelo menos é o que parece, depois do caso da DREN a Directora de Centro de Saúde de Vieira do Minho foi demitida do seu cargo por "quebrar dever de lealdade". Na prática parece que a senhora foi posta na rua por não retirar das suas instalações um comentário jocoso sobre o Ministro da Saúde, Correia de Campos. Isto parece um bocado rebuscado...
Entretanto em outras notícias, o autor do blogue Do Portugal Profundo, o mesmo que denunciou umas coisinhas meio esquisitas que havia com a licenciatura do Primeiro Ministro, está a ser ouvido como arguido num processo num inquérito judicial, pelos vistos José Sócrates apresentou uma queixa contra ele.
Entretanto em outras notícias, o autor do blogue Do Portugal Profundo, o mesmo que denunciou umas coisinhas meio esquisitas que havia com a licenciatura do Primeiro Ministro, está a ser ouvido como arguido num processo num inquérito judicial, pelos vistos José Sócrates apresentou uma queixa contra ele.
Fora de Catálogo (continuação)
Ontem consegui o milagre de sair a horas do trabalho (às horas que o horário estabelecido dita) e propus-me descobrir um pouco mais de Madrid e ir visitar o PhotoEspaña 2007, certame que dura até 22 de Julho e engloba várias exposições e actividades espalhadas pela capital espanhola e outros sítios. Não consegui ver grande coisa, apanhei várias exposições a fechar, vou ter de dedicar mais tempo a visitar a cidade e os pontos que compõem o circuito oficial.
Mas com um pouco de tempo nas mãos e no meio de Madrid decidi prosseguir a minha demanda de que já tinha falado aqui. Comecei pela Fnac, queria ver se aqui a política usada para definir o catálogo era a mesma, mas também bati com o nariz na porta. Pelo menos o horário é diferente, pelos vistos durante a semana fecham às 21:00. Fui direitinho ao Corte Inglês, não fosse ficar à porta de novo (já um pouco frustrado com a situação para dizer a verdade). Mas vá lá, safei-me, tive até às 22:00 para prosseguir os meus propósitos. A verdade é que também não consegui comprar o filme, "Tenéis una peli que se llama gato negro, gato blanco?" - "No lo siento, está agotada". Fiquei frustrado à mesma, mas um pouco mais feliz, pelo menos Kusturika não foi votado ao ostracismo aqui. E mais, ainda consegui apanhar uma grande surpresa, ao encontrar mais produção portuguesa do que encontraria em Portugal. Encontrei por exemplo um pack de oito DVD's de Manoel de Oliveira com alguns dos mais importantes filmes da sua carreira, que me deixou estupefacto. Sinceramente não consigo compreender o paradoxo, os espanhóis nacionalistas como poucos, dão mais atenção à obra portuguesa do que nós próprios.
Seremos um povo assim tão idiota? Sempre prontos a acolher o que vem de fora, e a desprezar o que é nosso?
Mas com um pouco de tempo nas mãos e no meio de Madrid decidi prosseguir a minha demanda de que já tinha falado aqui. Comecei pela Fnac, queria ver se aqui a política usada para definir o catálogo era a mesma, mas também bati com o nariz na porta. Pelo menos o horário é diferente, pelos vistos durante a semana fecham às 21:00. Fui direitinho ao Corte Inglês, não fosse ficar à porta de novo (já um pouco frustrado com a situação para dizer a verdade). Mas vá lá, safei-me, tive até às 22:00 para prosseguir os meus propósitos. A verdade é que também não consegui comprar o filme, "Tenéis una peli que se llama gato negro, gato blanco?" - "No lo siento, está agotada". Fiquei frustrado à mesma, mas um pouco mais feliz, pelo menos Kusturika não foi votado ao ostracismo aqui. E mais, ainda consegui apanhar uma grande surpresa, ao encontrar mais produção portuguesa do que encontraria em Portugal. Encontrei por exemplo um pack de oito DVD's de Manoel de Oliveira com alguns dos mais importantes filmes da sua carreira, que me deixou estupefacto. Sinceramente não consigo compreender o paradoxo, os espanhóis nacionalistas como poucos, dão mais atenção à obra portuguesa do que nós próprios.
Seremos um povo assim tão idiota? Sempre prontos a acolher o que vem de fora, e a desprezar o que é nosso?
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terça-feira, junho 26
Blade Runner
Ontem um dos meus filmes preferidos fez 25 anos, para mim Blade Runner é uma das melhores longas metragens de sempre e mantém-se perfeitamente actual. Ridley Scott baseou-se numa das novelas de Phillip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep? para nos falar de um futuro que se revela cada vez mais próximo. A ficção científica não tem necessariamente de ter batalhas espaciais, tele-novelas épicas com sabres-luz, nem bicharada repulsiva e ansiosa por comer os protagonistas (ver Alien do mesmo realizador). Trata-se sim de investigar as repercussões sociais e eticas da evolução da tecnologia e pôr perguntas sobre as mudanças que o nosso mundo e nós vamos sofrer. Este filme põe perguntas profundas, sobre a própria natureza humana, e o que define a humanidade e a auto-consciência.
Podemos destacar do filme além da visão que ele nos dá para o futuro a mestria técnica evidenciada. Ainda hoje os efeitos especiais são impressionantes conseguindo criar ambientes realistas através de técnicas e esquemas que hoje em dia já foram quase postos de parte dando lugar à imagem gerada por computador. Os ambientes deste filme conseguem-nos transportar para uma realidade alheia, um futuro verdadeiramente credível e algo assustador. Até podemos reconhecer detalhes que já se tornaram realidade como os ecrãs gigantes que tomam toda a fachada dum edifício.
A premissa para o desenrolar da história é simples, no futuro seremos capazes de nos replicar a nós próprios, produzir andróides que são humanos em todos os sentidos. Menos na origem. Será que tal criatura pode ter alma? Sentir? Amar? Como é normal nos homens o conflito ocorre quando essas criaturas são segregadas pela diferença, não reconhecidas como iguais, relegadas para a submissão. Será que está assim tão longe o estádio da evolução humana em que deixaremos de conseguir controlar o que criamos? Ou até que consigamos criar alguma entidade mais inteligente que nós... Podemos encontrar um paralelo óbvio com a clonagem, mas podemos ir mais longe, o genoma humano já foi sequenciado quanto tempo falta até que consigamos produzir humanos sob encomenda? Como faremos depois para encarar as criaturas que criámos? Lidar com estas questões leva-nos a olhar para nós próprios e para as nossas limitações.
I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.
Podemos destacar do filme além da visão que ele nos dá para o futuro a mestria técnica evidenciada. Ainda hoje os efeitos especiais são impressionantes conseguindo criar ambientes realistas através de técnicas e esquemas que hoje em dia já foram quase postos de parte dando lugar à imagem gerada por computador. Os ambientes deste filme conseguem-nos transportar para uma realidade alheia, um futuro verdadeiramente credível e algo assustador. Até podemos reconhecer detalhes que já se tornaram realidade como os ecrãs gigantes que tomam toda a fachada dum edifício.
A premissa para o desenrolar da história é simples, no futuro seremos capazes de nos replicar a nós próprios, produzir andróides que são humanos em todos os sentidos. Menos na origem. Será que tal criatura pode ter alma? Sentir? Amar? Como é normal nos homens o conflito ocorre quando essas criaturas são segregadas pela diferença, não reconhecidas como iguais, relegadas para a submissão. Será que está assim tão longe o estádio da evolução humana em que deixaremos de conseguir controlar o que criamos? Ou até que consigamos criar alguma entidade mais inteligente que nós... Podemos encontrar um paralelo óbvio com a clonagem, mas podemos ir mais longe, o genoma humano já foi sequenciado quanto tempo falta até que consigamos produzir humanos sob encomenda? Como faremos depois para encarar as criaturas que criámos? Lidar com estas questões leva-nos a olhar para nós próprios e para as nossas limitações.
I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.
quarta-feira, junho 20
Fora de Catálogo
A propósito dos Shantal e Bucovina Orkestar, estava eu a tentar definir o seu estilo de música a alguém e como já disse anteriormente a comparação possível que me ocorreu foi a música de Emir Kusturica e dos No Smoking Orchestra. Ora para o meu interlocutor (no caso interlocutora) o realizador e músico também era desconhecido, depressa a conversa divagou para os méritos e talentos cinematográficos deste senhor. Em concreto fartei-me de falar do Underground, e do Gato preto, gato branco. Numa passagem pela Fnac, e num impulso consumista, dispus-me a comprar algum dos filmes para presentear a tal pessoa.
Fartei-me de procurar nas estantes e escaparates, estava na loja do Chiado, e a organização da secção de vídeo (pelo menos nessa sucursal é péssima). Parece que os filmes estão divididos por filmes em saldo, filmes americanos e filmes clássicos. As séries americanas também lá estão com grande destaque. Produção nacional? Nem vale a pena falar disso... Depois de procurar 10 minutos, a minha paciência esgotou-se, e dispus-me a esperar outros 10 para falar com a pessoa que estava a atender ao público nessa secção. Lá chegou a minha vez, e lá expus a minha questão. Andava à procura do "Gato Preto, Gato Branco" em concreto, muito atencioso e simpático o encarregado demonstrou saber de cinema, imediatamente (sem consultar o stock nem nada) me disse que o filme tinha saído de catálogo. A minha cara de estupefacção foi respondida com um certo ar resignado, não consegui evitar perguntar, "saiu de catálogo? isso quer dizer o que? já não se vende?" - "Pois, já saiu de catálogo à dois anos".
Eu frequento a Fnac porque mesmo assim são eles que me conseguem oferecer uma escolha mais ampla em termos culturais, e onde ainda se vão conseguindo encontrar as coisas. Mas mesmo assim a escolha é redutora, o mercado nacional está excessivamente populado com produção externa (mais concretamente americana). A desatenção à produção europeia, e pior ainda nacional é gritante. Outro exemplo disto tive-o à tempos antes dos CSS ficarem extremamente conhecidos e terem concertos marcados para Portugal era impossível comprar um CD deles (depois ainda se chateiam da malta arranjar as coisas em mp3 pirata). O que mais me chateia é que não encontro loja alguma que dê atenção a isto, o catálogo é todo o mesmo. A Valentim de Carvalho, loja e distribuidora nacional em declínio resolveu copiar tudo da Fnac, incluindo meter cafés dentro das lojas, quando na realidade o que deviam fazer era distinguir-se fornecendo um produto mais adequado ao mercado português que supostamente conhecem melhor. Mas não, acho que não, hoje em dia a Valentim não deve passar da subsidiária portuguesa da EMI. Mal por mal, ainda prefiro os franceses da Fnac que pelo menos são europeus.
Não sei se esta orientação para a produção americana (em termos de música e de audiovisual) e o desprezo pela produção nacional é um mal nacional. Mas estou seriamente inclinado a pensar que sim. O termo de comparação que posso usar com propriedade é o caso espanhol, onde o destaque dado à produção autónoma é incomparável. Importa mudar isto, se mais alguém discorda do estado de coisas hoje em dia, descruzem os braços e ponham-se em campo. Há coisas que podem ser feitas, coisas bastante simples como levantar a voz apenas. Apresentar uma reclamação ou ir aqui deixar a opinião.
Fartei-me de procurar nas estantes e escaparates, estava na loja do Chiado, e a organização da secção de vídeo (pelo menos nessa sucursal é péssima). Parece que os filmes estão divididos por filmes em saldo, filmes americanos e filmes clássicos. As séries americanas também lá estão com grande destaque. Produção nacional? Nem vale a pena falar disso... Depois de procurar 10 minutos, a minha paciência esgotou-se, e dispus-me a esperar outros 10 para falar com a pessoa que estava a atender ao público nessa secção. Lá chegou a minha vez, e lá expus a minha questão. Andava à procura do "Gato Preto, Gato Branco" em concreto, muito atencioso e simpático o encarregado demonstrou saber de cinema, imediatamente (sem consultar o stock nem nada) me disse que o filme tinha saído de catálogo. A minha cara de estupefacção foi respondida com um certo ar resignado, não consegui evitar perguntar, "saiu de catálogo? isso quer dizer o que? já não se vende?" - "Pois, já saiu de catálogo à dois anos".
Eu frequento a Fnac porque mesmo assim são eles que me conseguem oferecer uma escolha mais ampla em termos culturais, e onde ainda se vão conseguindo encontrar as coisas. Mas mesmo assim a escolha é redutora, o mercado nacional está excessivamente populado com produção externa (mais concretamente americana). A desatenção à produção europeia, e pior ainda nacional é gritante. Outro exemplo disto tive-o à tempos antes dos CSS ficarem extremamente conhecidos e terem concertos marcados para Portugal era impossível comprar um CD deles (depois ainda se chateiam da malta arranjar as coisas em mp3 pirata). O que mais me chateia é que não encontro loja alguma que dê atenção a isto, o catálogo é todo o mesmo. A Valentim de Carvalho, loja e distribuidora nacional em declínio resolveu copiar tudo da Fnac, incluindo meter cafés dentro das lojas, quando na realidade o que deviam fazer era distinguir-se fornecendo um produto mais adequado ao mercado português que supostamente conhecem melhor. Mas não, acho que não, hoje em dia a Valentim não deve passar da subsidiária portuguesa da EMI. Mal por mal, ainda prefiro os franceses da Fnac que pelo menos são europeus.
Não sei se esta orientação para a produção americana (em termos de música e de audiovisual) e o desprezo pela produção nacional é um mal nacional. Mas estou seriamente inclinado a pensar que sim. O termo de comparação que posso usar com propriedade é o caso espanhol, onde o destaque dado à produção autónoma é incomparável. Importa mudar isto, se mais alguém discorda do estado de coisas hoje em dia, descruzem os braços e ponham-se em campo. Há coisas que podem ser feitas, coisas bastante simples como levantar a voz apenas. Apresentar uma reclamação ou ir aqui deixar a opinião.
terça-feira, junho 19
Oeiras Alive 2007
Eu estive lá, já passou quase uma semana e meia e ainda não anotei as minhas opiniões, é tempo que o faça sob pena de que se me varra da memória tudo o que quero plasmar. Ando com o tempo curto como já se vai tornando habitual, mas cuidar de escrever devia ser mais importante para mim do que é, tenho cada vez menos tempo livre. Razão de sobra para me dedicar com mais ímpeto às coisas que gosto e dou importância, nota a deixar para o futuro.
Considerações pessoais aparte, importa tecer algumas considerações sim ao festival que mudou de nome. Primeiro foi genericamente Festival Alive acabou por se transformar no Oeiras Alive, o que até tem lógica porque foi o conselho de Oeiras (passeio marítimo de Algés) que acolheu a festa. Para primeira edição as coisas até nem correram muito mal, notaram-se algumas falhas, como a fila insuportável que os portadores de bilhete de três dias tiveram de gramar para pôr a pulseira que dava livre acesso. Outro detalhe que é curioso realçar, é a quantidade de lixo gerado num evento com supostas ambições de cariz ambiental. À entrada lá estavam os habituais e irritantes distribuidores de panfletos vários que não se coíbem de oferecer literatura repetida só para se livrar dos molhos de papel que trazem de casa. Dentro do recinto a distribuição de merchandising inútil enche o chão de porcaria, patrocinado por esta ou aquela marca, já se sabe. Uma iniciativa curiosa, mas risível, era a possibilidade de trocar não sei quantos copos de cerveja usada por uma bolsa da Sagres. Ora claro está que as meninas que andavam a distribuir aquilo davam a bolsa a toda a gente, e essas mesmas bolsas acabaram por pavimentar todo o recinto.
Mas vamos ao que interessa. O que na realidade levou milhares de pessoas àquele recinto foi a música, como devia de ser em todos os festivais. Os grupos que protagonizaram cada noite têm uma legião de fiéis suficientemente grande para assegurar casa cheia. Tanto que notava-se que havia fãs de todo o lado, não só portugueses, muitos espanhóis e muitos bifes (passe a expressão). Foi possível comprovar isso mesmo, logo na primeira noite, e também mais concorrida. Infelizmente já cheguei muito atrasado (por causa da seca das pulseiras) já não consegui apanhar os Blasted Mechanism. Aguentar os Linkin Park e os adolescentes que faziam questão de torcer por eles até foi engraçado ao início, mas depressa se transformou num fartote. Quando os Pearl Jam começaram a dar sinais de que iam subir ao palco foi quando realmente se animou a noite. Como se estivessem a jogar em casa Eddie Vedder e companhia fizeram o que quiseram do público que em júbilo se deleitou com todos os clássicos que se podiam (ou não esperar) incluindo a canção Alive que não sei se teve alguma coisa a ver com o mote para o festival. Pelo que ele diz, Eddie adora Portugal, adora vir cá surfar, e traz sempre uma folhinha com as coisas que tem de dizer em português e recados para a malta. O homem realmente sabe dominar multidões, tornando qualquer espectáculo digno de memória, vi-os nas três vezes que vieram a Portugal e concerteza não hesitarei na próxima oportunidade. É certo que talvez seja tudo um pouco montagem. Na noite em Lisboa mostrou-se chateado por ir actuar em Madrid no dia seguinte (até leu da sua cábula, dizendo textualmente e em bom português "que se foda madrid"), depois já em Madrid falou mal de Portugal aos espanhóis conseguindo reacções igualmente efusivas. Mas isso são apenas fogos de artifício, o essencial é a que a multidão apesar de extremamente apertada não parava de dar asas ao seu entusiasmo a cada música. De braços no ar e a gritar a pleno pulmão, houve momento quase mágicos. Como quando Vedder se limitou a tocar guitarra enquanto o público entoava a letra de Better Man. O concerto durou mais de duas horas, mas para mim tudo passou num ápice, soube a pouco até. Menção honrosa especial para o acontecimento que houve a seguir no palco Sagres Mini, o palco secundário, com os Shantal e Bucovina Orkestar que trouxeram bons momentos de riso, baile e diversão para descomprimir depois das emoções do prato principal. Com um som muito Kusturica a energia do cantores e dos instrumentos tradicionais converteram um punhado de resistentes que queria mais depois da dose dessa noite.
No dia seguinte o cansaço e a fatiga (o adjectivo mais correcto será mesmo preguiça) impediram-me de chegar a horas decentes de novo. Mesmo assim aproveitei um pouco mais o cardápio. Ainda vi um pouco dos Balla, e tive tempo para recordar os Capitão Fantasma que não ouvia sequer falar à séculos. Estão vivos e de boa saúde por sinal, e também os rockbillys em Portugal pelos vistos como pode atestar quem lá estava. Os Dead 60's falharam o compromisso (não sei muito bem porquê). Fiquei um pouco desiludido, mas o facto é que as duas bandas que vinham a seguir no palco principal me chamavam muito mais a atenção. A oportunidade de ver os White Stripes foi algo de excelente, é avassalador a quantidade de ruído, barulho, som, que duas pessoas conseguem produzir. O duo entrou em palco com uma pulsão impressionante. As raízes blues e country eram reconhecíveis é óbvio. Mas não consigo deixar de pensar nos Led Zeppelin por exemplo ao tentar definir os sons que me chegavam aos ouvidos. Meg White, com um aspecto minúsculo e frágil deve ter conseguido fazer tremer a estrutura do palco com as pancadas que dava na bateria. Jack White, ecléctico distribuiu emoções fortes com a sua voz e a guitarra. As canções já conhecidas de todos fizeram-se soar de viva voz. Mas o momento que mais me impressionou foi quando Jack se agarrou ao órgão em My Doorbell. Começando na música pesada, e através de uma série de divagações, esteve quase a roçar os ritmos latinos e a salsa. Uns dançavam, outros saltavam, excelente. Os Smashing Pumpinks são outros da velha guarda, tal como os Pearl Jam, com uma boa legião de fiéis seguidores praticamente desde a sua génese. Não os tinha visto ainda, apesar de já terem passado por Portugal e encontrava-me muito expectante. Ainda mais pela formação que ia passar pelo palco, dos elementos originais, só lá estava Jimmy Chamberlain e Billy Corgan. Sinceramente não dei pela falta de nenhum dos outros. Para tanta expectativa uma entrada surpreendente, não pelo tema escolhido, mas pela pequena chuvada que caiu exactamente no momento em que soaram os primeiros acordes de Today. Mesmo que tivesse sido preparado não podia ter saído melhor o quebra-gelo inicial que deu lugar a uma visita pelo enorme espólio da banda. Tocaram muitos dos temas que toda a gente estava à espera, incluindo o tema que mais facilmente lhes é associado Bullet with Butterfly Wings. Mas também tocaram pequenas pérolas, em particular uma canção que eu adoro mas não estava nada à espera de ouvir naquela noite, Cherub Rock. Depois de tanta emoção ainda fui abanar o capacete ao som dos Dezperados. A dupla mascarada tem um ritmo arrasador, o fim perfeito para uma grande noite de música.
A verdade é que no domingo estava exausto, arrastei-me até ao recinto mais por descargo de consciência que outra coisa. Mas depressa me passou, os Wray Gunn e a energia de Paulo Furtado conseguiram injectar-me a energia suficiente para me manter acordado umas horas. A ele energia é o que não lhe falta, além da força que imprime nas canções ainda consegue saltos acrobáticos para o público e banhos de (mini) multidão. Os Beastie Boys nunca tinham pisado palcos portugueses, e seguramente tinham muitos fãs à espera. A ausência de público era notória mas mesmo assim reuniu-se um bom número de pessoas à volta do palco principal para ver os rapazes de Brooklyn. A actuação foi competente, meteram a malta a bater o pézinho e a dançar mas não tenho dúvidas que o espectáculo teria tido mais resposta dos assistentes se no dia seguinte não fosse dia de trabalho. Com muito esforço lá fui assistir a um pouco dos Buraka Som Sistema, mas já não deu para muito, tive de desistir, ir para casa render-me à cama. Mas foi pena porque o som africano nascido na Buraca vai longe, além dos fãs que já conseguiram em Portugal, já chegou a sítios como o Festival de Glastonbury.
Considerações pessoais aparte, importa tecer algumas considerações sim ao festival que mudou de nome. Primeiro foi genericamente Festival Alive acabou por se transformar no Oeiras Alive, o que até tem lógica porque foi o conselho de Oeiras (passeio marítimo de Algés) que acolheu a festa. Para primeira edição as coisas até nem correram muito mal, notaram-se algumas falhas, como a fila insuportável que os portadores de bilhete de três dias tiveram de gramar para pôr a pulseira que dava livre acesso. Outro detalhe que é curioso realçar, é a quantidade de lixo gerado num evento com supostas ambições de cariz ambiental. À entrada lá estavam os habituais e irritantes distribuidores de panfletos vários que não se coíbem de oferecer literatura repetida só para se livrar dos molhos de papel que trazem de casa. Dentro do recinto a distribuição de merchandising inútil enche o chão de porcaria, patrocinado por esta ou aquela marca, já se sabe. Uma iniciativa curiosa, mas risível, era a possibilidade de trocar não sei quantos copos de cerveja usada por uma bolsa da Sagres. Ora claro está que as meninas que andavam a distribuir aquilo davam a bolsa a toda a gente, e essas mesmas bolsas acabaram por pavimentar todo o recinto.
Mas vamos ao que interessa. O que na realidade levou milhares de pessoas àquele recinto foi a música, como devia de ser em todos os festivais. Os grupos que protagonizaram cada noite têm uma legião de fiéis suficientemente grande para assegurar casa cheia. Tanto que notava-se que havia fãs de todo o lado, não só portugueses, muitos espanhóis e muitos bifes (passe a expressão). Foi possível comprovar isso mesmo, logo na primeira noite, e também mais concorrida. Infelizmente já cheguei muito atrasado (por causa da seca das pulseiras) já não consegui apanhar os Blasted Mechanism. Aguentar os Linkin Park e os adolescentes que faziam questão de torcer por eles até foi engraçado ao início, mas depressa se transformou num fartote. Quando os Pearl Jam começaram a dar sinais de que iam subir ao palco foi quando realmente se animou a noite. Como se estivessem a jogar em casa Eddie Vedder e companhia fizeram o que quiseram do público que em júbilo se deleitou com todos os clássicos que se podiam (ou não esperar) incluindo a canção Alive que não sei se teve alguma coisa a ver com o mote para o festival. Pelo que ele diz, Eddie adora Portugal, adora vir cá surfar, e traz sempre uma folhinha com as coisas que tem de dizer em português e recados para a malta. O homem realmente sabe dominar multidões, tornando qualquer espectáculo digno de memória, vi-os nas três vezes que vieram a Portugal e concerteza não hesitarei na próxima oportunidade. É certo que talvez seja tudo um pouco montagem. Na noite em Lisboa mostrou-se chateado por ir actuar em Madrid no dia seguinte (até leu da sua cábula, dizendo textualmente e em bom português "que se foda madrid"), depois já em Madrid falou mal de Portugal aos espanhóis conseguindo reacções igualmente efusivas. Mas isso são apenas fogos de artifício, o essencial é a que a multidão apesar de extremamente apertada não parava de dar asas ao seu entusiasmo a cada música. De braços no ar e a gritar a pleno pulmão, houve momento quase mágicos. Como quando Vedder se limitou a tocar guitarra enquanto o público entoava a letra de Better Man. O concerto durou mais de duas horas, mas para mim tudo passou num ápice, soube a pouco até. Menção honrosa especial para o acontecimento que houve a seguir no palco Sagres Mini, o palco secundário, com os Shantal e Bucovina Orkestar que trouxeram bons momentos de riso, baile e diversão para descomprimir depois das emoções do prato principal. Com um som muito Kusturica a energia do cantores e dos instrumentos tradicionais converteram um punhado de resistentes que queria mais depois da dose dessa noite.
No dia seguinte o cansaço e a fatiga (o adjectivo mais correcto será mesmo preguiça) impediram-me de chegar a horas decentes de novo. Mesmo assim aproveitei um pouco mais o cardápio. Ainda vi um pouco dos Balla, e tive tempo para recordar os Capitão Fantasma que não ouvia sequer falar à séculos. Estão vivos e de boa saúde por sinal, e também os rockbillys em Portugal pelos vistos como pode atestar quem lá estava. Os Dead 60's falharam o compromisso (não sei muito bem porquê). Fiquei um pouco desiludido, mas o facto é que as duas bandas que vinham a seguir no palco principal me chamavam muito mais a atenção. A oportunidade de ver os White Stripes foi algo de excelente, é avassalador a quantidade de ruído, barulho, som, que duas pessoas conseguem produzir. O duo entrou em palco com uma pulsão impressionante. As raízes blues e country eram reconhecíveis é óbvio. Mas não consigo deixar de pensar nos Led Zeppelin por exemplo ao tentar definir os sons que me chegavam aos ouvidos. Meg White, com um aspecto minúsculo e frágil deve ter conseguido fazer tremer a estrutura do palco com as pancadas que dava na bateria. Jack White, ecléctico distribuiu emoções fortes com a sua voz e a guitarra. As canções já conhecidas de todos fizeram-se soar de viva voz. Mas o momento que mais me impressionou foi quando Jack se agarrou ao órgão em My Doorbell. Começando na música pesada, e através de uma série de divagações, esteve quase a roçar os ritmos latinos e a salsa. Uns dançavam, outros saltavam, excelente. Os Smashing Pumpinks são outros da velha guarda, tal como os Pearl Jam, com uma boa legião de fiéis seguidores praticamente desde a sua génese. Não os tinha visto ainda, apesar de já terem passado por Portugal e encontrava-me muito expectante. Ainda mais pela formação que ia passar pelo palco, dos elementos originais, só lá estava Jimmy Chamberlain e Billy Corgan. Sinceramente não dei pela falta de nenhum dos outros. Para tanta expectativa uma entrada surpreendente, não pelo tema escolhido, mas pela pequena chuvada que caiu exactamente no momento em que soaram os primeiros acordes de Today. Mesmo que tivesse sido preparado não podia ter saído melhor o quebra-gelo inicial que deu lugar a uma visita pelo enorme espólio da banda. Tocaram muitos dos temas que toda a gente estava à espera, incluindo o tema que mais facilmente lhes é associado Bullet with Butterfly Wings. Mas também tocaram pequenas pérolas, em particular uma canção que eu adoro mas não estava nada à espera de ouvir naquela noite, Cherub Rock. Depois de tanta emoção ainda fui abanar o capacete ao som dos Dezperados. A dupla mascarada tem um ritmo arrasador, o fim perfeito para uma grande noite de música.
A verdade é que no domingo estava exausto, arrastei-me até ao recinto mais por descargo de consciência que outra coisa. Mas depressa me passou, os Wray Gunn e a energia de Paulo Furtado conseguiram injectar-me a energia suficiente para me manter acordado umas horas. A ele energia é o que não lhe falta, além da força que imprime nas canções ainda consegue saltos acrobáticos para o público e banhos de (mini) multidão. Os Beastie Boys nunca tinham pisado palcos portugueses, e seguramente tinham muitos fãs à espera. A ausência de público era notória mas mesmo assim reuniu-se um bom número de pessoas à volta do palco principal para ver os rapazes de Brooklyn. A actuação foi competente, meteram a malta a bater o pézinho e a dançar mas não tenho dúvidas que o espectáculo teria tido mais resposta dos assistentes se no dia seguinte não fosse dia de trabalho. Com muito esforço lá fui assistir a um pouco dos Buraka Som Sistema, mas já não deu para muito, tive de desistir, ir para casa render-me à cama. Mas foi pena porque o som africano nascido na Buraca vai longe, além dos fãs que já conseguiram em Portugal, já chegou a sítios como o Festival de Glastonbury.
segunda-feira, junho 11
Mais Lomo-Borrões
No momento presente assumo-me como um lomo-fanático, sou um dos muitos convertidos que já existem em Portugal. Apesar dos maus resultados que tive inicialmente com a action sampler a olho de peixe convenceu-me, as fotos impressionam-me sempre. Decidi pois voltar à action sampler, para ver se conseguia tirar umas fotos de jeito, já que da última vez só me saíram borrões. Não sei se o problema será meu ou da máquina mas a história voltou-se a repetir com os dois rolos que dediquei à experiência... Mas nem tudo foi mau, apesar disso ainda saíram alguns borrões bem giros.
Entretanto já ando a pensar em comprar outra lomo, na verdade estou indeciso sobre qual adquirir a seguir, muito indeciso.
Entretanto já ando a pensar em comprar outra lomo, na verdade estou indeciso sobre qual adquirir a seguir, muito indeciso.
quinta-feira, junho 7
Cuidado com as Piadas
Em Portugal os lambe-botas chegam longe, é assim que funciona. Só pode ser por isso que Margarida Moreira foi reconduzida no cargo. Para quem esteja fora de contexto, ela é a directora geral da DREN (Direcção Regional de Educação do Norte), e foi ela que moveu um processo contra um funcionário que ousou dizer uma piada acerca da licenciatura do Sócrates...
terça-feira, junho 5
X Feira de Artesanato e Tasquinhas
A Associação Juvenil Doutor Jardim está a organizar uma vez mais a Feira de Artesanato e Tasquinhas em Vila Viçosa. Como sempre a braços com dificuldades e falta de apoios as coisa lá se vão fazendo, com a boa vontade dos voluntários e com a paciência dos artesãos que expõe os seus produtos e artistas que fazem a animação. Eu próprio estive lá no passado fim de semana a ajudar a preparar o recinto para a feira, e a montar os stands que servirão de abrigo às obras expostas.
Se a feira está este ano na sua décima edição deve-se apenas à vontade, e à casmurrice dum punhado que pessoas que está todos os anos por trás da organização. Espero que o certame corra bem este ano, e que haja bastante público. É estranho que seja preciso remar contra a maré para organizar um evento cultural, custa um bocado ouvir certas coisas, justamente de pessoas ligadas às entidades que deveriam promover a cultura no conselho. Custa quando um encarregado cuja pequena tarefa é supervisionar o transporte de meia dúzia de chapas metálicas e a estrutura para as barraquinhas profere declarações desta índole: Deixem-se de merdas! Vocês só nos arranjam é trabalho! Ninguém quer isto, esqueçam isto. Fiquem em casa que fazem melhor.
O grave é que são pessoas com este nível de cultura,iniciativa e dinamismo que têm o poder decisório nas mãos. Por sua vontade estava tudo na mesma, as poucas acções que existem têm apenas um objectivo cosmético, como é o exemplo perfeito a ridícula campanha que existiu em Vila Viçosa (durou uma semana) para que as pessoas votassem pela inclusão do Paço Ducal nas 7 Maravilhas de Portugal. Como já disse aqui basta dirigir-se ao posto de turismo calipolense para perceber o empenho que é posto na divulgação do conselho.
Ah, e deixemos as coisas claras, de modo a evitar represálias. Esta é apenas a minha opinião.
Se a feira está este ano na sua décima edição deve-se apenas à vontade, e à casmurrice dum punhado que pessoas que está todos os anos por trás da organização. Espero que o certame corra bem este ano, e que haja bastante público. É estranho que seja preciso remar contra a maré para organizar um evento cultural, custa um bocado ouvir certas coisas, justamente de pessoas ligadas às entidades que deveriam promover a cultura no conselho. Custa quando um encarregado cuja pequena tarefa é supervisionar o transporte de meia dúzia de chapas metálicas e a estrutura para as barraquinhas profere declarações desta índole: Deixem-se de merdas! Vocês só nos arranjam é trabalho! Ninguém quer isto, esqueçam isto. Fiquem em casa que fazem melhor.
O grave é que são pessoas com este nível de cultura,iniciativa e dinamismo que têm o poder decisório nas mãos. Por sua vontade estava tudo na mesma, as poucas acções que existem têm apenas um objectivo cosmético, como é o exemplo perfeito a ridícula campanha que existiu em Vila Viçosa (durou uma semana) para que as pessoas votassem pela inclusão do Paço Ducal nas 7 Maravilhas de Portugal. Como já disse aqui basta dirigir-se ao posto de turismo calipolense para perceber o empenho que é posto na divulgação do conselho.
Ah, e deixemos as coisas claras, de modo a evitar represálias. Esta é apenas a minha opinião.
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Ficções Cinematrográficas e Cruéis Realidades
Para quem foi vêr ao cinema o filme de Fernando Meirelles, O Fiel Jardineiro, esta notícia vai-lhes parecer familiar. A Pfizer está a ser sancionada pelo governo da Nigéria pela realização de testes de medicamentos não autorizados, que levaram à morte de várias crianças. Podem inteirar-se da triste realidade no De Rerum Natura.
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segunda-feira, junho 4
Elogio à Arte
Esta experiência foi realidade por um canal de televisão espanhol, deram uma tela em branco a um grupo de miúdos do jardim-escola para criar uma obra de arte moderna. Pegaram no quadro e levaram-no até uma exposição, depois foi ver a opinião das pessoas...
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sexta-feira, junho 1
Seja um engenheiro em 12 aulas práticas
quarta-feira, maio 30
Deserto na Margem Sul
O governo está a manifestar um autismo espectacular em relação ao novo aeroporto. Depois declarações bastante tristes do ministro das obras públicas, continuam as declarações no mínimo duvidosas de outros membros do PS. Eu cá não resisto a copiar descaradamente este cartoon que apareceu no Público.
segunda-feira, maio 28
Creative Commons Explicado
O que eu penso, e o que escrevo partilho-o sem hesitação. Grito-o aos céus, foi desde o início uma premissa deste blog. E aceito que me citem ou que transcrevam opiniões, desde que não o façam por lucro e citem a fonte. Para me garantir isto pus o meu blog sob uma licença Creative Commons, a Attribution-NonCommercial-ShareAlike.
Deixo aqui um pequeno extracto do programa Sociedade Civil, da RTP2, emitido em 22.05.07 que explica um pouco como funciona e para que serve o Creative Commons. Vídeo via Apdeites.
Deixo aqui um pequeno extracto do programa Sociedade Civil, da RTP2, emitido em 22.05.07 que explica um pouco como funciona e para que serve o Creative Commons. Vídeo via Apdeites.
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As Planícies que Trago Dentro
Lembro-me de como recentemente ao sair de Madrid, ao circular na autoestrada que atravessava uma planície a perder de vista me senti estranhamente em casa. A nostalgia apoderou-se de mim. Senti-me um pouco livre da minha prisão semanal quando me encontrei apenas encerrado entre os campos e o céu.
No fim de semana passado passei pelo Alentejo, levava um objectivo bem definido, ia visitar os papás é claro. Mas queria fazer algo mais, ir passear um pouco pelo campo, pelas planícies que fazem as minhas memórias. A Primavera é austera nos campos alentejanos, não há lugar a grandes exuberâncias, mas a paisagem é extremamente bela. Ali sim, realmente se sinto livre, no meio dos campos floridos, pintalgados de roxo e amarelo que trago na memória. É verdade que andei o fim de semana ranhoso, mas alergias e pólen aparte senti-me novo, reedificado. À muito tempo que não me divertia tanto sozinho, a pular cercas, saltar ribeiros, espreitar os animais à distância. Depois chegar a casa e ouvir um sermão por trazer as meias e os sapatos cheios de ervas. A minha única companhia, a minha câmara, registou tudo. As fotos realmente não lhes fazem justiça, mas decerto terei muito mais tempo para visitar as minhas planícies.
No fim de semana passado passei pelo Alentejo, levava um objectivo bem definido, ia visitar os papás é claro. Mas queria fazer algo mais, ir passear um pouco pelo campo, pelas planícies que fazem as minhas memórias. A Primavera é austera nos campos alentejanos, não há lugar a grandes exuberâncias, mas a paisagem é extremamente bela. Ali sim, realmente se sinto livre, no meio dos campos floridos, pintalgados de roxo e amarelo que trago na memória. É verdade que andei o fim de semana ranhoso, mas alergias e pólen aparte senti-me novo, reedificado. À muito tempo que não me divertia tanto sozinho, a pular cercas, saltar ribeiros, espreitar os animais à distância. Depois chegar a casa e ouvir um sermão por trazer as meias e os sapatos cheios de ervas. A minha única companhia, a minha câmara, registou tudo. As fotos realmente não lhes fazem justiça, mas decerto terei muito mais tempo para visitar as minhas planícies.
terça-feira, maio 22
Intel com Medo do OLPC
É normal que as grandes empresas com mercados e monopólios já estabelecidos se assustem quando aparecem coisas novas e inovadoras. Afinal, essas inovações (porque são melhores para o interesse geral) podem-lhes roubar esse mercado e dinheiro em caixa. Pelos vistos está a acontecer com o projecto OLPC (One Laptop Per Child) de que já falei aqui.
Este portátil com o preço alvo de 100 dólares há dois anos não passava de um sonho lunático. Hoje em dia está muito próximo da realidade, já existem protótipos em perfeito funcionamento, que conseguem os objectivos delineados para o projecto. O problema é que para começar a produção em massa são necessárias encomendas. Essas encomendas deviam vir de governos de países em vias de desenvolvimento interessados em implantar o portátil nas suas escolas. Mas as encomendas não chegam, este projecto despertou o aparecimento de mais concorrentes no mercado. Entre eles um portátil da Intel que está activamente a ser promovido juntos dos mesmos governos a um preço inferior ao de custo... Isto provalvelmente deve-se ao facto de o processador que serve de base ao OLPC é da concorrente AMD.
Será concorrência desleal? Uma grande empresa que viu uma oportunidade de negócio? Não sei, só espero que o sonho de Nicholas Negroponte se realize, e realmente haja um computador para cada criança. Deixo aqui um vídeo sobre esta polémica, mas há bastantes vídeos disponíveis sobre o projecto, podem por exemplo ir ver um grupo de crianças brasileiras a usar o OLPC.
Link: sevenload.com
Este portátil com o preço alvo de 100 dólares há dois anos não passava de um sonho lunático. Hoje em dia está muito próximo da realidade, já existem protótipos em perfeito funcionamento, que conseguem os objectivos delineados para o projecto. O problema é que para começar a produção em massa são necessárias encomendas. Essas encomendas deviam vir de governos de países em vias de desenvolvimento interessados em implantar o portátil nas suas escolas. Mas as encomendas não chegam, este projecto despertou o aparecimento de mais concorrentes no mercado. Entre eles um portátil da Intel que está activamente a ser promovido juntos dos mesmos governos a um preço inferior ao de custo... Isto provalvelmente deve-se ao facto de o processador que serve de base ao OLPC é da concorrente AMD.
Será concorrência desleal? Uma grande empresa que viu uma oportunidade de negócio? Não sei, só espero que o sonho de Nicholas Negroponte se realize, e realmente haja um computador para cada criança. Deixo aqui um vídeo sobre esta polémica, mas há bastantes vídeos disponíveis sobre o projecto, podem por exemplo ir ver um grupo de crianças brasileiras a usar o OLPC.
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Energia Limpa
Acredito que o nosso futuro como espécie passa por sabermos estabelecer uma melhor relação com o meio natural. Parar de rasgar paisagens, envenenar o ar e a água. Alguém que não pense assim é simplesmente estúpido ou suficientemente egoísta para não se importar com os seus filhos. Há muito a cobrir neste tema, mas é de louvar que na Península Ibérica estamos a seguir a via correcta. É sabida a aposta da EDP nas energias renováveis. Hoje deixo aqui outro exemplo uma central de energia solar, a primeira do seu género, construída em Sevilha. Claro que não há bela sem senão, muitas destas iniciativas apesar de serem ambientalmente limpas continuam a ter o seu impacto na paisagem. Pelo menos estamos a ir na direcção correcta.
segunda-feira, maio 21
Tensão Doméstica
Descobri hoje uma experiência antropológica interessantíssima ao lêr uma entrevista a um tipo que fica quieto em casa à espera que lhe disparem. O autor do experimento (e a cobaia) é um iraquiano chamado Wafaa Bilal que foi obrigado a fugir do regime de Saddam Hussein, neste momento radicado no Estados Unidos, ensina arte numa universidade americana. A inspiração veio nitidamente da situação no seu país. Este homem montou na sua sala uma webcam que transmite tudo o que lá se passa, ligada a uma arma de paintball que é possível operar a partir do seu sitío web. Segundo o próprio já dispararam sobre ele mais de 6500 vezes (isto só até ao décimo terceiro dia). O objectivo é verificar se os internautas anónimos se coíbem de disparar à distância desde a segurança das suas casa... pelos vistos não.
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sexta-feira, maio 18
Dia Internacional dos Museus
Hoje é dia Internacional dos Museus, descobri-o ao pequeno-almoço aqui em Madrid. Na televisão anunciavam que todos os museus estão abertos ao público, sem necessidade de pagar entrada, e que muitos deles organizam festas e eventos.
Em Portugal a também se celebra o dia. Muitos museus por todo o país lançam iniciativas isoladas. Mesmo assim, é um bom pretexto para ir visitar um museu.
Em Portugal a também se celebra o dia. Muitos museus por todo o país lançam iniciativas isoladas. Mesmo assim, é um bom pretexto para ir visitar um museu.
terça-feira, maio 15
Pluralismo político na televisão pública
Querem dividir o tempo que se fala de política na televisão. Ao que parece ultimamente as entidades partidárias andam insatisfeitas com o destaque que lhes é atribuído. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social reuniu e entendeu que a RTP deverá dedicar ao Governo e ao PS 50%, aos partidos da oposição representados na Assembleia da República, 48% e aos outros partidos 2% do tempo total de emissão informativa. Segundo eles, esta será a distribuição justa.
É caso para dizer, quem parte e reparte e não fica com a maior parte, ou é tolo, ou não tem arte. Leiam aqui a opinião do Carlos Loureiro do Blasfémias.
É caso para dizer, quem parte e reparte e não fica com a maior parte, ou é tolo, ou não tem arte. Leiam aqui a opinião do Carlos Loureiro do Blasfémias.
segunda-feira, maio 14
Ontem foi Domingo
Ontem foi dia grande em Fátima, já falei aqui do que penso do culto dos pastorinhos. Tem potencial para ser um bom empreendimento religioso, e até tem boas cotas de mercado em termos de crentes, mas está mal gerido. Podia representar muito mais lucro (em almas e euros). Acho que a diocese devia mandar alguém estudar marketing e comunicação.
Ontem também foi o último dia de visita de Bento XVI ao Brasil. Segundo as crónicas, a sua mensagem enfrentou o teste da globalização. A mensagem já é bastante conhecida, a castidade como forma de controlo de natalidade e de doenças sexualmente transmissíveis. A condenação do aborto, da eutanásia, e críticas aos meios de comunicação que desprezam a virgindade e a comunicação. No país do Carnaval o homem santo pede que a galera tenha sangre frio e refreie os seus instintos. Nada de novo na igreja católica, os dogmas são para ser aceites de olhos fechados, sem questões e sem relativizar. Mesmo que isso implique negar a natureza humana.
Mas esta viagem deixou uma prenda especial aos nativos, foi canonizado o primeiro santo brasileiro. Esta pequena esmola deve fazer parte da estratégia do Vaticano para recuperar quota de mercado na terra do samba. Outras marcas (leia-se religiões ou seitas como lhes chamou Ratzinger) têm andado a roubar os consumidores fiéis do catolicismo. Foi reconhecido um milagre realizado por Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, há 177 anos. Não sei se vai chegar, na Igreja Universal do Reino de Deus fazem milagres todos os dias.
Ontem também foi o último dia de visita de Bento XVI ao Brasil. Segundo as crónicas, a sua mensagem enfrentou o teste da globalização. A mensagem já é bastante conhecida, a castidade como forma de controlo de natalidade e de doenças sexualmente transmissíveis. A condenação do aborto, da eutanásia, e críticas aos meios de comunicação que desprezam a virgindade e a comunicação. No país do Carnaval o homem santo pede que a galera tenha sangre frio e refreie os seus instintos. Nada de novo na igreja católica, os dogmas são para ser aceites de olhos fechados, sem questões e sem relativizar. Mesmo que isso implique negar a natureza humana.
Mas esta viagem deixou uma prenda especial aos nativos, foi canonizado o primeiro santo brasileiro. Esta pequena esmola deve fazer parte da estratégia do Vaticano para recuperar quota de mercado na terra do samba. Outras marcas (leia-se religiões ou seitas como lhes chamou Ratzinger) têm andado a roubar os consumidores fiéis do catolicismo. Foi reconhecido um milagre realizado por Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, há 177 anos. Não sei se vai chegar, na Igreja Universal do Reino de Deus fazem milagres todos os dias.
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sexta-feira, maio 11
Os Macacos que Dançam
Uma das análises mais profundas e acertadas sobre a natureza humana que já encontrei. Tropecei no vídeo ao ler o Random Precision.
video por Ernest Cline
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quinta-feira, maio 10
Truth Happens
Aguentei-me durante uns tempos, mas agora começou, de vez em quando vou-vos chatear com a minha cruzada evangelizadora para divulgar o Linux . Desta vez fica um anuncio distribuído pela Red Hat no âmbito duma campanha sobre o Open Source, a propriedade intelectual e a transparência. Divirtam-se!
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A OTA e os Amigos
Vital Moreira acha que um aeroporto é uma obra demasiado importante para ser decidida por engenheiros..., podem lê-lo com os vossos próprios olhos no blog onde escreve. Não vou fazer grandes comentários, concerteza a questão importante aqui é distribuir umas migalhas por todos os boys do aparelho partidário. Mas aconselho a leitura deste e deste artigos do Blasfémias que tocam exactamente no cerne da questão.
Ah, afinal vou só fazer um comentário, o senhor Vital Moreira tem um blog (coisa muito in nos dias que correm), eu ainda não conhecia, mas fiquei bastante desiludido com o facto de não ser possível deixar comentários... Ou seja, um puro exercício de relações públicas sem direito a resposta, nota extremamente negativa para o professor universitário.
Ah, afinal vou só fazer um comentário, o senhor Vital Moreira tem um blog (coisa muito in nos dias que correm), eu ainda não conhecia, mas fiquei bastante desiludido com o facto de não ser possível deixar comentários... Ou seja, um puro exercício de relações públicas sem direito a resposta, nota extremamente negativa para o professor universitário.
quarta-feira, maio 9
Do You Ubuntu?
No outro dia estive a falar de software livre, o artigo era enorme, aposto que ninguém leu até ao fim. As coisas funcionam sempre melhor com exemplos, hoje deixo-vos aqui o relato duma utilizadora satisfeita. Uma bibliotecária dos Estados Unidos que tinha algum equipamento velho que foi doado, mas sem licenças para o sistema operativo. Claro está que não foi à loja comprar o Windows, fez download do Ubuntu, e instalou-o ela própria. Os computadores foram reaproveitados, e pelos vistos a miúda ficou muito contente (e divertida).
video por jessamyn
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software livre,
tecnologia
Piada para Funcionários Públicos
Não há muito tempo deixaram-me um comentário muito singelo (e anónimo) que chamava a atenção para como era triste falar mal dos funcionários públicos. Concordo com essa voz anónima, é muito triste o lugar-comum que se instalou sobre essas pessoas que afinal trabalham para todos nós. Pode ser que com modernização da administração pública, e com a nova legislação (quando as avaliações de desempenho aconteceram de verdade) a coisa vá indo ao lugar progressivamente. Mas é um problema complexo, de várias gerações, é sempre difícil mudar comportamentos enraizados. Entretanto piadas clássicas como esta continuam a ter graça.
Era uma vez...
... Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...
publicada em anedotas.com.pt
Era uma vez...
... Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...
publicada em anedotas.com.pt
terça-feira, maio 8
A Tecnologia Segundo os Marretas
Agarrado ao Olho de Peixe
Não sei se será sintoma da idade (sou quase trintão) ou se trata do meu novo estilo de vida, mas o tempo cada vez passa mais depressa. Os minutos e os instantes desaparecem, escorrem por entre os meus dedos. Já nem a agenda me vale, tenho listas para tudo, não vá a minha cabeça oca deixar para trás qualquer coisa importante (acontece a toda a hora). As semanas passo-as a trabalhar, chega o fim de semana e entro numa roda viva. Visitar a os entes queridos, estar com malta, pôr a conversa em dia, ou estar com aquela que amo.
Talvez por isso cada vez mais me fascina a fotografia, o regozijo de capturar esses pequenos momentos que me dão prazer, em que sou feliz, em que sou eu! Ultimamente não largo o meu brinquedo novo, com bons resultados creio eu. Gosto particularmente de fazer retratos com a lente de ângulo aberto. As pessoas ficam com ar engraçado, caricatural. Não sou artista, mas é incrivelmente animador ficarmos fascinados por qualquer coisa que saiu de nós, que é produto da nosso espírito criativo. A mim enche-me de satisfação.
Quem tiver uma pontinha de curiosidade pode dar uma olhadela no meu álbum da olho de peixe, já agora aproveitando que o Flickr melhorou bastante a funcionalidade de slideshow. Maximizem o browser (F11 no IE e no Firefox) e recostem-se a ver os resultados dos meus devaneios.
conceito e fotografia por Carmen
Talvez por isso cada vez mais me fascina a fotografia, o regozijo de capturar esses pequenos momentos que me dão prazer, em que sou feliz, em que sou eu! Ultimamente não largo o meu brinquedo novo, com bons resultados creio eu. Gosto particularmente de fazer retratos com a lente de ângulo aberto. As pessoas ficam com ar engraçado, caricatural. Não sou artista, mas é incrivelmente animador ficarmos fascinados por qualquer coisa que saiu de nós, que é produto da nosso espírito criativo. A mim enche-me de satisfação.
Quem tiver uma pontinha de curiosidade pode dar uma olhadela no meu álbum da olho de peixe, já agora aproveitando que o Flickr melhorou bastante a funcionalidade de slideshow. Maximizem o browser (F11 no IE e no Firefox) e recostem-se a ver os resultados dos meus devaneios.
conceito e fotografia por Carmen
sexta-feira, maio 4
Seis Graus de Separação
Às vezes uma simples conversa de café, a propósito de nada, leva-nos a descobrir coisas completamente inauditas. Foi assim, a propósito de um assunto perfeitamente banal que ouvi falar da teoria dos seis graus de separação. Uma conjectura puramente empírica mas que se aplica a várias áreas de conhecimento, a sua base é simples. Não é segredo que o mundo está cada vez mais pequeno, mas há muito (desde o início do século) que reparámos nisso. À medida que a tecnologia evolui as relações humanas estendem-se para lá dos limites geográficos, as fronteiras desvanecem-se. A nossa rede de relações fica mais intrincada, conhecemos mais gente, que por sua vez conhece mais gente, que conhece uma multitude de gente...
O postulado da teoria diz-nos que entre cada ser humano não há mais do que seis graus de separação. Quando me explicaram a coisa deram-me um exemplo simples (dum humor clássico). Eu conheço o pároco, que conhece o bispo, que por sua vez conhece o cardeal que é grande amigo do Papa. De mim ao Papa não existe uma, mas várias cadeias, com menos de seis pessoas e é sobre isso que trata a teoria. Pode parecer estranho, mas afinal estamos extremamente perto de gente famosa, de um habitante antípodas ou mesmo talvez dos nossos supostos inimigos.
foto por tarotastic
O postulado da teoria diz-nos que entre cada ser humano não há mais do que seis graus de separação. Quando me explicaram a coisa deram-me um exemplo simples (dum humor clássico). Eu conheço o pároco, que conhece o bispo, que por sua vez conhece o cardeal que é grande amigo do Papa. De mim ao Papa não existe uma, mas várias cadeias, com menos de seis pessoas e é sobre isso que trata a teoria. Pode parecer estranho, mas afinal estamos extremamente perto de gente famosa, de um habitante antípodas ou mesmo talvez dos nossos supostos inimigos.
foto por tarotastic
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ciência,
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sociedade
quinta-feira, maio 3
Porque Nem Todos Podemos Ser Engenheiros
quarta-feira, abril 25
A Malta da Universidade Independente
Via a Grande Loja do Queijo Limiano encontrei este pequeno vídeo, que é uma obra primorosa de sátira política. Preocupantes são as suspeitas de vigilância do autor do blog Do Portugal Profundo, que originalmente levantou esta questão e a trouxe para discussão pública. Mais preocupantes ainda são as ameaças veladas das quais está a ser alvo!
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