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terça-feira, novembro 10

40 Anos de Rua Sésamo

A Rua mais conhecida das crianças de todo o mundo fez 40 anos. As personagens que a habitam são praticamente universais, já que a série foi adaptada a inúmero países, ao longo dos anos fizeram as delícias de muitas e muitas crianças. Mas a Rua Sésamo marcou um movimento extremamente importante, o da educação através dos meios de comunicação. Tentando ao mesmo tempo entreter e ensinar. Não sei se a fórmula alguma vez terá tido tanto êxito como no original!

É por essa razão que até o Google hoje presta a sua homenagem ao Cocas, à Miss Piggy, ao (meu preferido) Monstro das Bolachas, ao Conde de Contarrrr e tantos outros.

terça-feira, junho 23

A Revolução Iraniana na Net

As eleições no Irão ainda estão muito frescas, mas desde antes sequer que da sua realização que a polémica se instalou. O regime fundamentalista islâmico que governa o pais é uma suposta democracia, mas não dispensa a censura e a repressão como instrumentos de controlo da população. Ainda durante a campanha eleitoral houve muitos cidadãos a expressar as suas opiniões e divergências através de serviços online como o Twitter e o Facebook. Claro que isto provocou uma espécie de guerra na net entre o regime e os iranianos.

O acesso aos sites usados para exercer a liberdade de expressão foram bloqueados, no entanto prontamente surgiu um movimento espontâneo a nível internacional que visava ajudar quem quisesse libertar-se destas barreiras. Houve muita gente a fornecer proxys e outras alternativas técnicas para escapar. Para exprimir o seu apoio ao povo da antiga Pérsia houve muitas entidades que tomaram medidas simbólicas apressadas, como o Google que inclui o Persa como língua suportada em vários dos seus serviços. No youtube, alguém criou o CitizenTube, um canal para divulgar o que se está a passar. No Last Freedom é possível ter uma ideia de tudo o que se está a passar.

Às eleições que muitos acusaram de terem sido fraudulentas sucedeu-se a prisão de jornalistas em massa. Nos últimos dias multiplicaram-se as manifestações populares e os tumultos, de tal forma que já não é possível ao regime de Teerão controlar a oposição interna. Aparentemente os opositores internos às figuras de topo já estão a congeminar uma liderança alternativa. Espero que a liberdade de expressão prevaleça, mas este episódio já ficou para a história como a primeira vez que a Internet é usado como um instrumento revolucionário, como o meio usado para transmitir a vontade de um povo e de um país.

sexta-feira, junho 5

O Direito à Memória

Ontem foi o vigésimo aniversário do que começou como um protesto pacífico em Beijing, um acto de coragem que acabou por ficar para a história como o Massacre de Tiananmen. Importa que recordemos a efeméride, sobretudo porque num regime como o chinês os cidadãos não têm direito à memória, o Estado decreta até sobre as recordações.


Imagem picada da Wikipedia.

quinta-feira, abril 23

Em Nome do Pai

A polémica do atentado aos direitos do homem na luta anti-terrorista ficou ultimamente em segundo plano em relação a notícias mais prementes, como a crise económica. Mas o facto é que as tentações para atentar aos direitos civis em nome da luta contra o crime, a droga, o terrorismo ou qualquer outro terror sem nome não desapareceram da nossa sociedade. Muitas vezes para confortar a opinião pública anunciam-se medidas de excepção, sem pensar muito bem nos efeitos e nas consequências, sobre os suspeitos e sobre a população em geral.

O filme "In the Name of the Father" trata sobre uma destas situações. A base do filme é a auto-biografia de Gerry Conlon, um dos Guildford Four, quatro pessoas injustamente condenadas por um atentado do IRA em Guilford em 1974 que matou 5 pessoas e feriu 65. Estas pessoas e parte das suas famílias passaram anos na prisão, inclusivamente o pai de Gerry morreu na prisão, daí o título. Anos mais tarde, foram ilibados e libertados, sem fazer muito alarido de modo a não prejudicar a imagem do sistema judicial inglês. Além do filme ser muito bom, serve para abrir os olhos para os perigos da tentações totalitárias, mesmo em sociedades democráticas ocidentais.

segunda-feira, março 9

Quem Matou o Carro Eléctrico?

Mais uma para os fãs das teorias da conspiração, mas também para qualquer pessoa que tenha uma consciência ecológica apresento um documentário sobre um modelo de carro eléctrico que foi comercializado à cerca de dez anos no EUA, no estado da Califórnia. Sim, tal coisa existiu mesmo, na altura também não ouvi falar. Além do EV-1 que foi desenhado de raiz pela General Motors, várias outras marcas adaptaram modelos existentes para que se movessem a electricidade. Apesar da versão oficial das marcas que diziam que tinham gasto milhões em publicidade e que os consumidores não queriam este produto, os carros tinham uma legião de fãs fiel que tudo fez para salvar o veículo limpo e silencioso. Apesar do movimento a seu favor os carros acabaram por desaparecer do mercado, foram retirados de circulação pelas marcas e destruídos. Dez anos depois voltámos à estaca zero, e começam de novo a aparecer protótipos. Porque é que perdemos dez anos? É a esta pergunta que o documentário tenta responder. Podemos reunir os suspeitos do costume, a industria do petróleo, grandes interesses económicos e políticos gananciosos. Obrigado ao Fred pela dica.


A segunda parte do vídeo está aqui.

quarta-feira, março 4

Um Jogo Perverso

Vale a pena apontar um excelente artigo no Diário Económico de hoje sobre a realidade pós-colonialismo. Fernando Gabriel explica a lógica hipócrita do países ocidentais em relação a África, dão com uma mão e tiram com a outra, cultivando a corrupção entre os caciques locais e favorecendo as assimetrias com o mundo desenvolvido. Muito lúcido também é o aviso que é deixado, África não ficará adormecida para sempre, há países como a China que estão a fazer investimentos com critério e estão a dar a oportunidade às economias locais que cresçam e se desenvolvam. Apesar de estarmos habituados a ser o "primeiro mundo" é perfeitamente cabal que jogo geopolítico se inverta. Já há pequenos sintomas que validam essa possibilidade, como os imigrantes nos EUA que começam a voltar aos países de origem depois de adquirirem formação superior.


As fotografias são da autoria de Sebastião Salgado, e fazem parte do seu trabalho "África".

sexta-feira, fevereiro 20

A Crise Animada

Uma pequena animação que faz o possível por explicar todo o imbróglio do sub prime a alguém que não percebe nada de finanças. Via Laughing Squid.


The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.

quinta-feira, janeiro 29

Campanha Negra

O caso Freeport voltou à ordem do dia, tudo por causa de uma investigação da polícia inglesa ao processo de licenciamento feito à pressa, na véspera de uma mudança de governo. As últimas novidades misturam o nome do nosso primeiro-ministro com a palavra suborno. Por cá não há suspeitos do caso, dizem que só estão a cruzar elementos de informação. E o nosso primeiro defende-se com uma teoria da conspiração.

Já não é a primeira vez que passo por esta provação. A provação de ter de enfrentar uma campanha negra com as habituais técnicas da deturpação e da insidia


Será que desta vez vai ser tudo varrido para debaixo do tapete? Ou vai ser diferente, por ser uma verdade inconveniente a nível internacional...

P.S.: também corre por aí o boato que Sócrates foi apanhado numa mentirinha sobre a OCDE!

terça-feira, dezembro 23

O Legado Bush

Não sei o que ficará para a história, mas neste momento George W. Bush é um dos presidentes mais impopulares que os EUA já tiveram, e é também uma das personagens mais odiadas a nível internacional. O recente episódio em que um jornalista iraquiano lhe atirou os seus sapatos numa conferência de imprensa (sinal de desprezo na cultura local) é sintomático disso mesmo. O jornalista ficou automaticamente famoso, há suspeitas que foi espancado imediatamente a seguir e pesa sobre ele um processo judicial com perspectivas de muitos anos atrás das grades. Mas há muitos que o considerem um herói. A reacção foi imediata, as notícias e os comentários multiplicaram-se. E deram origem a uma série de curiosidades. Por exemplo existe um sítio web com a mensagem "obrigado por atirares o teu sapato" que recolhe agradecimentos personalizados, basta tirar uma foto com um sapato na mão e enviar. Também são extremamente populares os jogos baseados no incidente, a mecânica é extremamente simples, atirar vários tipos de sapatos ao Presidente em fim de carreira.

A tradição estado-unidense é construir uma biblioteca para albergar o espólio deixado por cada presidente que se reforma. A biblioteca Bush já foi projectada, mas presumivelmente vai ser um projecto conversador (em termos arquitectónicos). Mas o desafio lançado pelo The Chronicle of Higher Education foi das coisas mais originais que encontrei ultimamente. Os leitores são convidados a fazer um esboço na parte de trás de um envelope para o que poderia ser edifício que representasse a era Bush. Tiveram uma aderência massiva, e os projectos finalistas foram divulgados recentemente. Acho que há ideias geniais, pessoalmente a minha preferida é uma biblioteca que tem apenas uma fachada falsa, e por trás o edifício é um buraco no chão com um lago que reflecte as janelas no meio. Mas gostos e opiniões pessoais à parte, o que é certo é que está bem patente que os americanos querem mudar.


Obrigado ao Bruno por me chamar a atenção para esta pérola.

sexta-feira, dezembro 19

The Crash Course

A crise financeira e económica está-se a reflectir cada vez mais na vida do comum dos mortais. Há pessoas a perder o emprego, ou a fazer contas à vida para tentar descobrir como vão pagar a casa, o carro e os créditos pessoais. É certo que muita gente tinha, e tem, a ilusão de que é perfeitamente possível viver acima das suas possibilidades recorrendo à magia do crédito. A parte pior é quando o crédito esgota. Isso é parte do problema, mas realmente os verdadeiros mecanismos que regem os bancos e o sistema financeiro são desconhecidos para a maioria das pessoas. Por isso mesmo cada vez há mais gente interessada em saber como funciona a alta finança. Mais ou menos pelas mesmas razões o Zeitgeist transformou-se num furor, com inúmeras traduções para várias línguas, adendas e revisões. Para quem estiver interessado numa abordagem um pouco mais séria, sem sensacionalismo ou teorias da conspiração, recomendo esta série de vídeos produzidos por Chris Masterson.

Ready to learn everything you need to know about the economy in the shortest amount of time?

The Crash Course is a condensed online version of Chris Martenson's "End of Money" seminar.

sexta-feira, novembro 28

Sexta-Feira Ainda Mais Negra

Há um ano falei aqui da sexta-feira negra, o dia que nos Estados Unidos e por consequência no resto do mundo se dá início a um período de luxúria consumista. A tradição está associada às compras de Natal, com a proximidade da época as grandes cadeias fazem promoções e ofertas. Algumas bem vantajosas, mas dizem os cínicos que os estabelecimentos comerciais aproveitam a euforia das pessoas para se livrar também do fundo de catálogo. Inclusive à pessoas que fazem filas à porta da lojas e centros comerciais para conseguir apanhar as pechinchas antes que esgotem.

Mas este ano realmente a dia fez jus ao apodo de negro, na sucursal de Long Island doa Wal-Mart um empregado temporário que vigiava a entrada foi literalmente espezinhado por uma multidão que irrompeu pela loja. Esta manada em debandada provocou ainda ferimentos em mais três pessoas, o responsáveis classificaram o incidente como tráfico... Quanto a mim não tenho mais qualquer comentário a fazer.

quarta-feira, outubro 29

Votos Trocados

As ultimas presidenciais americanas deixaram muitas dúvidas, houve um quase empate técnico. Mas houve a polémica sobre a auditoria de sistemas de contagem de votos automatizados que foram sendo introduzidos aos poucos nos EUA para facilitar a contagem de milhares e milhares de votos. Os Simpsons recentemente revisitaram esse estigma num dos seus episódios. Coincidência ou não, começaram a aparecer relatórios de eleitores que presenciaram o seu voto a mudar de Obama para McCain.

quarta-feira, outubro 15

Subprime, A Última Gargalhada

A crise do subprime explicada de uma forma cómica por um banqueiro fictício, George Parr de seu nome. Basicamente um talk show encenado, o sketch é bastante engraçado e toca nalguns dos pontos fulcrais da crise. Além de aproveitar para relembrar a forma como o George Parr original se aproveitou dos negros desempregados e sem camisa para proveito próprio.

sábado, maio 24

Direitos Humanos para a China

Com o aproximar dos jogos olímpicos a Amnistia Internacional está a tentar chamar a atenção para as violações dos direitos humanos em território Chinês. A campanha inclui muitas iniciativas, incluindo esta bonecada animada que mostra o que é que acontece por lá às vozes discordantes. Os bonecos são giros, a história é triste.

segunda-feira, março 31

Boicote à Repressão no Tibete

A ocupação chinesa do Tibete já há muito que forçou o Dalai Lama e os restante líderes religiosos do país a fugirem. Entretanto a coisa havia caido mais ou menos no esquecimento. A China pretende passar a imagem de um país moderno, liberal preparado para ter uma importância global no mundo do amanhã. Para isto tem contribuído uma campanha de relações públicas e publicidade, na qual se integra a realização dos jogos olímpicos este ano.

Mas pelo visto é difícil mudar velhos hábitos, o fantasma do massacre de Tiananmen voltou à memória de todos quando na semana passada foram chacinados monges tibetanos na tentativa de reprimir manifestações públicas. Este voltar ao de cima da linha dura pode vir a gorar completamente as tentativas do regime chinês (que não é, e nem está próximo de ser democrático) de limpar a sua imagem internacional. Já existem várias declarações públicas de repúdio, inclusivamente começam a aparecer as vozes que apelam a um boicote internacional da olimpíada chinesa. Eu faço um apelo aos meus leitores, podem assinar a petição aqui.

terça-feira, janeiro 22

Dia Negro na Bolsa

A famigerada crise do subprime continua a dar que falar. A coisa rebentou por volta de Agosto do ano passado, e só hoje a maioria das pessoas começa a constatar que esta coisa da Bolsa e da Economia Mundial pode ter repercussões no pequeno mundo de cada um. O nosso dinheiro e o nosso trabalho começam a valer menos, as prestações vão começar a apertar ainda mais. As perspectivas de uma crise no Estados Unidos são cada vez mais prováveis. Na Asia estão em pânico, as exportações para o continente americano são o que alimenta os tigres asiáticos. Aqui pela Europa dizem que não nos precisamos preocupar, mas o tombo que deram as bolsas Europeias não é de desprezar.

Um pouco de contexto histórico ajuda sempre, vale a pena recordar uma outra terça-feira negra. Já muito se teorizou sobre estas quedas dramáticas da bolsa, será que algum dia vai ser possível preve-las, evita-las? Conhecendo a natureza do homem, creio que não. Existirão sempre especuladores e vigaristas para elevar o preço das coisas até níveis muito acima da realidade. Depois, quando se percebe o embuste, vem o pânico. Em proporcionalidade directa diria eu, quanto maior um, maior o outro.

Entretanto, umas dicas para não perder dinheiro na recessão vêm sempre a calhar.

quarta-feira, janeiro 9

Persepolis

Uma das poucas (mas boas) ofertas que recebi este Natal foi o livro Persepolis, de Marjane Satrapi. Sem dúvida quem fez a oferta pensou no meu gosto pela BD, não sei até que ponto os meus sogros me conhecem, mas acertaram em cheio (obrigado Carmen e Ricardo). O livro de cariz autobiográfico relata a vida e as experiências da autora, que está intimamente ligada a um país e uma cultura, digamos antes à opressão de um país e de uma cultura. Satrapi nasceu no Irão, quando este ainda era governado pelo Sha. Logo nas primeiras páginas ficamos a saber um pouco mais sobre a história milenar da Pérsia, e de como convulsão atrás de convulsão o grande império dos tempo antigos se transformou num regime islâmico e opressor depois de ter sido espremido pelas garras avarentas do Ocidente.

Mas o centro da accção é a própria autora, após crescer numa família liberal e letrada, e estudar no liceu francês de Teerão dá-se a revolução islâmica que transforma toda a vida no país. Vê.se de repente a usar véu, presencia a estranha e súbita mudança de discurso dos professores. Ao estalar a guerra os pais, prudentes, mandam-na para Viena onde prosseguem as peripécias da jovem menina. A adolescência num país estranho e desprovida de amigos verdadeiros deixam as suas marcas. Marjane passa por ser aluna brilhante para acabar a dormir na rua e quase morrer de pneumonia. Fora do seu país sente-se exilada, quando acaba por retornar descobre que o fundamentalismo está a estrangular o seu país, descobre que não há nada para que voltar.

Originalmente esta saga foi publicada em quatro volumes, mas na edição que me chegou estão todos compilados num único. Confesso que a parte que mais me fascinou da narrativa foram os primeiros anos, em que a personagem principal ainda é uma menina. Fascinou-me a sua visão do mundo e dos adultos, distanciada das mentiras e das reviravoltas da politica e dos interesses internacionais que acabam por desembocar na desgraça do seu povo. Em termos técnicos os quadradinhos que dão corpo à obra não são nenhuma proeza, no entanto cumprem perfeitamente o papel de nos transportar até ao mundo simples e expressivo em que vive a menina. Tenho a versão em espanhol desta obra, desconheço completamente se existe em português, mas aconselho. Entretanto a autora já publicou muitas outras obras, relacionadas com o Irão e não só, mas um dos últimos projectos foi a adaptação cinematográfica de Persepolis (em desenho animado), quero ver!

sexta-feira, novembro 23

Sexta-Feira Negra

Hoje é a sexta-feira negra (Black Friday), que ao contrário do que pode parecer à primeira vista não é uma coisa má. É o dia que se segue à Acção de Graças nos Estados Unidos, e é também o dia em que tradicionalmente todos resolvem começar as compras de Natal. Ou seja, o tiro de partida para começar a orgia consumista natalícia. O nome sexta-feira negra vem dos números, mais concretamente dos números do balanço das lojas e do comércio em geral que saem do vermelho para ficar a preto. Assim toda a gente trata de lançar os seus produtos, por na rua as campanhas publicitárias, refazer os stocks. Hoje as lojas vão estar abertas até mais tarde, e vai haver multidões em peregrinação às superfícies comerciais.

Mas as orgias consumistas são impopulares em certos círculos, por isso mesmo há gente que se dedica a fazer campanhas tão curiosas como o Buy Nothing Day.

domingo, novembro 18

Happy Springtime (Bush is Over)

Existem vários movimentos de cidadãos americanos que querem ver os EUA fora do Iraque, e o George W. Bush fora da Casa Branca. Um deles é o movimento Bush is Over. Há pessoas de todas os credos, estratos sociais e idades. A activista que realizou este vídeo tem apenas oito anos, até ganhou um prémio de criatividade atribuído pela Lego.