Escusado será dizer que estive mais envolvido na secção de folia do que noutra coisa qualquer... e como sempre com a minha Fisheye2 pronta para flashar os transeuntes mais distraídos.
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terça-feira, novembro 2
Festas dos Capuchos 2010
Este ano as tradicionais festas de Vila Viçosa tiveram uma nova fórmula. Houve uma separação entre o que poderia ser considerado o lado mais tradicional e familiar do arraial, e os excessos do barulho dos bares e da música. Acho que se alguma tranquilidade para quem não está interessado nos festejos etílicos, e uma melhor organização do espaço. Mas ao mesmo tempo perdeu-se um dos encantos da festa, o cruzamento entre gerações e grupos de pessoas diferentes que nesta fórmula, bem separados e demarcados, não se cruzam. Para mim este era um dos grande encantos da festa onde se acabávamos por confraternizar com gente diferente do grupo habitual. Segundo dizem por aí, haverá mais alterações, penso que é possível melhorar a ideia.
Escusado será dizer que estive mais envolvido na secção de folia do que noutra coisa qualquer... e como sempre com a minha Fisheye2 pronta para flashar os transeuntes mais distraídos.
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segunda-feira, setembro 28
Festas dos Capuchos 2009
Este ano a festa foi em grande como convém em ano de eleições, ainda por cima Legislativas e Autárquicas. Muito fogo de artifício, muito touro, muito espectáculo. Para mim o importante da festa não é nada disto, são as pessoas os reencontros e as peripécias que surgem. Senti a falta de algumas pessoas, mas claro que quem está faz a festa à mesma. Com muitos excessos como é habitual.
Já passaram duas semanas, e já vai sendo hora de que exponha a pouca coisa que ficou deste ano. Meia dúzia de piadas, uma mão cheia de fotografias.
Já passaram duas semanas, e já vai sendo hora de que exponha a pouca coisa que ficou deste ano. Meia dúzia de piadas, uma mão cheia de fotografias.
terça-feira, agosto 11
A Princesa Abandonada
Há quem chame a Vila Viçosa a princesa do Alentejo, berço de gente ilustre, bastião da história, ponto de passagem indiscutível. O problema é que a princesa foi abandonada.

O desenvolvimento dos concelhos vizinhos nos últimos anos fez-se à custa da aposta na reconversão de velhas ocupações tradicionais. O melhor exemplo é o concelho de Borba, apostou no seu vinho como principal produto da terra, e no reconhecimento a nível nacional através de um certame anual dedicado a isso mesmo, ao vinho. Olhando para Vila Viçosa, a Câmara Municipal dedica-se a organizar um evento lastimável chamado Fimal, dedicado à industria extractiva do mármore que serve apenas para mostrar o moribunda que está a Indústria Calipolense.

Poderia argumentar-se que o turismo continua forte, o Paço Ducal continua a receber muitos visitantes todos os anos. A pousada que lhe é vizinha também atrai muitos turistas e não é para todas as bolsas. Mas importa contextualizar estas questões, que é que Vila Viçosa no geral tem para atrair o turismo. Os marcos históricos são muitos, mas parecem abandonados. A casa onde nasceu Florbela Espanca, abandonada e fechada. O Castelo parece que qualquer dia será engolido pela vegetação que foi plantada a sua volta, hoje em dia sem a miníma manutenção. Até parece que alguém achou melhor esconder a incúria que reina.

Eventos culturais? As Festas dos Capuchos este ano serão em grande concerteza, é ano de eleições. Muito fogo de artíficio e o Mickael Carreira. Programas para a juventude? Não há. Equipamentos Desportivos? As piscinas municipais fechadas vários meses por ano. Criação de emprego? O emprego temporário na Câmara Municipal para assegurar uma mão cheia de votos.
O desenvolvimento dos concelhos vizinhos nos últimos anos fez-se à custa da aposta na reconversão de velhas ocupações tradicionais. O melhor exemplo é o concelho de Borba, apostou no seu vinho como principal produto da terra, e no reconhecimento a nível nacional através de um certame anual dedicado a isso mesmo, ao vinho. Olhando para Vila Viçosa, a Câmara Municipal dedica-se a organizar um evento lastimável chamado Fimal, dedicado à industria extractiva do mármore que serve apenas para mostrar o moribunda que está a Indústria Calipolense.
Poderia argumentar-se que o turismo continua forte, o Paço Ducal continua a receber muitos visitantes todos os anos. A pousada que lhe é vizinha também atrai muitos turistas e não é para todas as bolsas. Mas importa contextualizar estas questões, que é que Vila Viçosa no geral tem para atrair o turismo. Os marcos históricos são muitos, mas parecem abandonados. A casa onde nasceu Florbela Espanca, abandonada e fechada. O Castelo parece que qualquer dia será engolido pela vegetação que foi plantada a sua volta, hoje em dia sem a miníma manutenção. Até parece que alguém achou melhor esconder a incúria que reina.
Eventos culturais? As Festas dos Capuchos este ano serão em grande concerteza, é ano de eleições. Muito fogo de artíficio e o Mickael Carreira. Programas para a juventude? Não há. Equipamentos Desportivos? As piscinas municipais fechadas vários meses por ano. Criação de emprego? O emprego temporário na Câmara Municipal para assegurar uma mão cheia de votos.
sábado, fevereiro 28
Uma Amostra do Carnaval Calipolense
Este ano aproveitei o entrudo para voltar à loucura da lomo. Os momentos de festa são os meus preferidos para capturar as pessoas que me rodeiam, gosto de imortalizar grandes sorrisos, caras idiotas e gargalhadas desfraldadas.
quinta-feira, setembro 18
Festa dos Capuchos 2008
Mais um ano, mais uma Festa dos Capuchos. Como no ano passado fiz a cobertura do acontecimento acompanhado de uma das minhas fiéis Lomos. E tal como no ano passado dediquei-me essencialmente a retratar as pessoas e a fazer experiências. Voltou-se a repetir a multi-exposição de um rolo. Voltaram a ir para o lixo montes de fotos. Mas creio que o resultado final até ficou engraçado. As minhas desculpas para quem serviu de modelo e não aparece!
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segunda-feira, julho 14
A Minha Escola
Não sei quem realizou deste vídeo, se alguém souber, ou se o autor ou autores lerem este pequeno apontamento quero exprimir a minha admiração! É impossível disfarçar o profundo sentimento de nostalgia que tenho ao ver estas imagens da minha escola, ainda antes de eu lá andar. Vê-se que toda a gente tem um look demasiado eighties e o vídeo não é lá muito profissional, mas admiro o tom de crítica. Adorei ver a malta no ginásio a jogar basketball com guarda-chuva. Aqui fica a Escola Secundária de Vila Viçosa em toda a sua glória dos oitenta filmada em vídeo 8.
segunda-feira, abril 28
O Feriado do 25 de Abril
Este fim-de-semana estive em vários sítios, passei por Lisboa, Évora e Vila Viçosa, o dia livre extra contribuiu para que tivesse tempo para andar a fazer visitas. Eu e muita gente, que a estrada estava cheia de malta que aproveitou para dar um pulo à praia. Na Caparica ou no Algarve tanto faz, o feriado é para se aproveitar. Em tempos já me queixei aqui de que as pessoas andam-se a esquecer do significado do dia. Mas este ano fiquei realmente surpreendido com a maneira como foi celebrado em Vila Viçosa. Ou antes como não foi, não existiu absolutamente nenhuma exaltação à revolução dos cravos, o que até é estranho num conselho com governo comunista. Os senhores autarcas saberão o que fazem. Tal como os responsáveis dos monumentos mais conhecidos que os mantiveram encerrados durante umas mini-férias em que concerteza havia gente de visita. Parece que tudo cai no esquecimento.
Esta imagem veio do Alternativas.
domingo, setembro 16
Festas dos Capuchos 2007
São as festas da minha terra, e faço questão de estar presente todos os anos. Até porque é a ocasião para o reencontro com muita malta que tem ali as suas origens, ou por uma razão ou por outra ficou com Vila Viçosa no coração. O espectáculo taurino não me interessa para nada... Pelo lado da animação e da música a coisa vai de mal em pior também... Resta o lado humano e a companhia de velhos amigos que falava.
Este ano fiz-me a acompanhar da minha fiel olho de peixe durante o arraial, ficou um registo engraçado. Ao que parece (estou cada vez mais convencido) que a lomografia é muito compatível com o estado ébrio. O estado de intoxicação com que me encontrava durante a festa não impediu de roubar umas imagens para a posteridade. Diga-se até que as que melhor ficaram foram fruto de um delírio alcoólico. No sábado a noite só já dispunha de um rolo, que se esvaiu rapidamente, como as fotografias me estavam a divertir sobre-maneira, cedi a ideia luminosa que tive. Puxei o carrete para trás, e repeti (quase) todo o rolo... No outro dia, posto a pensar, dei por seguro o desastre. Mas não, nunca me tinha saído um rolo tão bom, donde não atirei nenhuma foto para o lixo. Tenho de agradecer à funcionária do laboratório da Fnac que digitalizou o negativo, porque até soube sacar umas fotografias bem engraçadas do aglomerado de imagens desconexas que resultou.
Este ano fiz-me a acompanhar da minha fiel olho de peixe durante o arraial, ficou um registo engraçado. Ao que parece (estou cada vez mais convencido) que a lomografia é muito compatível com o estado ébrio. O estado de intoxicação com que me encontrava durante a festa não impediu de roubar umas imagens para a posteridade. Diga-se até que as que melhor ficaram foram fruto de um delírio alcoólico. No sábado a noite só já dispunha de um rolo, que se esvaiu rapidamente, como as fotografias me estavam a divertir sobre-maneira, cedi a ideia luminosa que tive. Puxei o carrete para trás, e repeti (quase) todo o rolo... No outro dia, posto a pensar, dei por seguro o desastre. Mas não, nunca me tinha saído um rolo tão bom, donde não atirei nenhuma foto para o lixo. Tenho de agradecer à funcionária do laboratório da Fnac que digitalizou o negativo, porque até soube sacar umas fotografias bem engraçadas do aglomerado de imagens desconexas que resultou.
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terça-feira, junho 5
X Feira de Artesanato e Tasquinhas
A Associação Juvenil Doutor Jardim está a organizar uma vez mais a Feira de Artesanato e Tasquinhas em Vila Viçosa. Como sempre a braços com dificuldades e falta de apoios as coisa lá se vão fazendo, com a boa vontade dos voluntários e com a paciência dos artesãos que expõe os seus produtos e artistas que fazem a animação. Eu próprio estive lá no passado fim de semana a ajudar a preparar o recinto para a feira, e a montar os stands que servirão de abrigo às obras expostas.
Se a feira está este ano na sua décima edição deve-se apenas à vontade, e à casmurrice dum punhado que pessoas que está todos os anos por trás da organização. Espero que o certame corra bem este ano, e que haja bastante público. É estranho que seja preciso remar contra a maré para organizar um evento cultural, custa um bocado ouvir certas coisas, justamente de pessoas ligadas às entidades que deveriam promover a cultura no conselho. Custa quando um encarregado cuja pequena tarefa é supervisionar o transporte de meia dúzia de chapas metálicas e a estrutura para as barraquinhas profere declarações desta índole: Deixem-se de merdas! Vocês só nos arranjam é trabalho! Ninguém quer isto, esqueçam isto. Fiquem em casa que fazem melhor.
O grave é que são pessoas com este nível de cultura,iniciativa e dinamismo que têm o poder decisório nas mãos. Por sua vontade estava tudo na mesma, as poucas acções que existem têm apenas um objectivo cosmético, como é o exemplo perfeito a ridícula campanha que existiu em Vila Viçosa (durou uma semana) para que as pessoas votassem pela inclusão do Paço Ducal nas 7 Maravilhas de Portugal. Como já disse aqui basta dirigir-se ao posto de turismo calipolense para perceber o empenho que é posto na divulgação do conselho.
Ah, e deixemos as coisas claras, de modo a evitar represálias. Esta é apenas a minha opinião.
Se a feira está este ano na sua décima edição deve-se apenas à vontade, e à casmurrice dum punhado que pessoas que está todos os anos por trás da organização. Espero que o certame corra bem este ano, e que haja bastante público. É estranho que seja preciso remar contra a maré para organizar um evento cultural, custa um bocado ouvir certas coisas, justamente de pessoas ligadas às entidades que deveriam promover a cultura no conselho. Custa quando um encarregado cuja pequena tarefa é supervisionar o transporte de meia dúzia de chapas metálicas e a estrutura para as barraquinhas profere declarações desta índole: Deixem-se de merdas! Vocês só nos arranjam é trabalho! Ninguém quer isto, esqueçam isto. Fiquem em casa que fazem melhor.
O grave é que são pessoas com este nível de cultura,iniciativa e dinamismo que têm o poder decisório nas mãos. Por sua vontade estava tudo na mesma, as poucas acções que existem têm apenas um objectivo cosmético, como é o exemplo perfeito a ridícula campanha que existiu em Vila Viçosa (durou uma semana) para que as pessoas votassem pela inclusão do Paço Ducal nas 7 Maravilhas de Portugal. Como já disse aqui basta dirigir-se ao posto de turismo calipolense para perceber o empenho que é posto na divulgação do conselho.
Ah, e deixemos as coisas claras, de modo a evitar represálias. Esta é apenas a minha opinião.
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segunda-feira, dezembro 11
As 7 Maravilhas de Portugal
Está a decorrer neste preciso momento uma iniciativa de promoção de alguns dos nossos marcos históricos mais conhecidos. A ideia geral é fazer uma votação, e escolher quais são as 7 maravilhas de Portugal. A partir de uma lista de vários monumentos e marcos históricos foi feita uma primeira selecção, e é possível votar entre os seleccionados para chegar às 7 maravilhas. Por mérito próprio esta iniciativa tem direito a destaque aqui.
Mas ainda há mais, incluída nessa lista, e disponível para votação está o Paço Ducal de Vila Viçosa. Uma boa oportunidade para quem não conhece ficar a conhecer, e claro, desde já mando o meu apelo a todos os calipolenses votem por Vila Viçosa!
Mas ainda há mais, incluída nessa lista, e disponível para votação está o Paço Ducal de Vila Viçosa. Uma boa oportunidade para quem não conhece ficar a conhecer, e claro, desde já mando o meu apelo a todos os calipolenses votem por Vila Viçosa!
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quarta-feira, outubro 4
Outubro Radical
Para quem gostar de desportos radicais, a Associação Juvenil Doutor Jardim vai animar Vila Viçosa todos os fins de semana durante Outubro. Várias actividades, "pró menino e prá menina", emoções fortes para todos!
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quarta-feira, setembro 13
Festa dos Capuchos 2006
Já passou mais um ano, as festas de Vila Viçosa foram um êxito como sempre. Quem quer que lá vá fica encantado. Quem regressa pode reencontrar amigos e conhecidos, tudo em tom de festa. A religião (pretexto inicial) já há muito que foi ofuscada pelo divertimento nocturno de bares, discotecas e copos. A bebedeira e as brincadeiras taurinas na Praça são o que atraem as pessoas hoje em dia.
Se calhar ninguém deu por isso, mas os elementos mais tradicionais, que marcavam a festa e a tornavam única estão-se a perder cada vez mais. Ainda me lembro, era eu criança ainda, quando o fogo-preso era um dos elementos mais afamados da festa, com vários espectáculos divididos pelos dias. Hoje em dia a tradição foi eliminada, concerteza por constragimentos orçamentais, ou talvez porque a arte caiu em desuso.
As tômbolas e barraquinhas de prémios também já passaram um pouco de moda. Outro elemento agora desaparecido, e que recordo com nostalgia, é o lago dos patos. Um tanque que havia lá no meio do Largo dos Capuchos onde por um preço nos podíamos dedicar a pescar uns patinhos que por lá nadavam. Este costume seria talvez um pouco cruel para as aves, mas creio a ideia de acabar com ele não partiu do pressuposto de proteger os animais, mas sim o lucro. Espetar naquele exacto sítio um carrossel deve dar muito mais guita.
As festas cada vez têm mais entusiasmo, mais público. Mas já não são umas festas tradicionais, parecem-se cada vez mais com um mini-festival. Um mini-festival mal organizado diga-se de passagem, com grupos que ninguém está interessado em vêr, os bares todos ao molho e sem condições. Entretanto a Câmara Municipal vai poupando onde pode, e metendo ao bolso o que consegue.

Mais fotos no meu álbum das Festas dos Capuchos.
Se calhar ninguém deu por isso, mas os elementos mais tradicionais, que marcavam a festa e a tornavam única estão-se a perder cada vez mais. Ainda me lembro, era eu criança ainda, quando o fogo-preso era um dos elementos mais afamados da festa, com vários espectáculos divididos pelos dias. Hoje em dia a tradição foi eliminada, concerteza por constragimentos orçamentais, ou talvez porque a arte caiu em desuso.
As tômbolas e barraquinhas de prémios também já passaram um pouco de moda. Outro elemento agora desaparecido, e que recordo com nostalgia, é o lago dos patos. Um tanque que havia lá no meio do Largo dos Capuchos onde por um preço nos podíamos dedicar a pescar uns patinhos que por lá nadavam. Este costume seria talvez um pouco cruel para as aves, mas creio a ideia de acabar com ele não partiu do pressuposto de proteger os animais, mas sim o lucro. Espetar naquele exacto sítio um carrossel deve dar muito mais guita.
As festas cada vez têm mais entusiasmo, mais público. Mas já não são umas festas tradicionais, parecem-se cada vez mais com um mini-festival. Um mini-festival mal organizado diga-se de passagem, com grupos que ninguém está interessado em vêr, os bares todos ao molho e sem condições. Entretanto a Câmara Municipal vai poupando onde pode, e metendo ao bolso o que consegue.

Mais fotos no meu álbum das Festas dos Capuchos.
segunda-feira, setembro 4
Festas de Aldeia
Como é costume em qualquer povoação, aldeola ou simples aglomerado de casas, também Vila Viçosa tem as sua festas. Uma vez por ano, por regra no segundo fim de semana de Setembro, abrem-se a portas da Igreja dos Capuchos e enche-se o largo de gente. Arraial popular por execelência, vê-se de tudo, familías a darem o seu passeio, moçoilas casadoiras e os correspondentes moços que lhes vão fazer a corte. Isto seria o cenário normal, hoje em dia vê-se é muita malta que vai beber uns copos e abanar o capacete. Já ninguem está interessado em procissões, festas religiosas, ou quermesses. O que o povo quer é apanhar uma granda moca e andar todo passado quatro dias de seguida. Em grande! Por isso é que o prato forte da festa são mesmo os bares e barraquinhas que se instalam no largo dos capuchos. Isto e as brincadeiras tauromáquicas.
A festa tem muito carisma, afluem os parentes, os amigos, os colegas à pequena vila alentejana. A vida social Calipolense parece que ganha vida uma vez por ano, a pretexto dos Capuchos. As barracas de bebida montadas ao lado da Igreja, a misturada entre música house e a pimba. Os bares alinhados de forma desordenada num terreiro cada qual a bombar a sua música o mais alto possível tentando ofuscar os vizinhos. Mas o que interessa é o entusiasmo que as pessoas metem na festa, e disso temos aos rodos. Afinal... são quatro dias uma vez por ano, é preciso dar-lhe com força.
Sou um grande fã da Festa dos Capuchos, inclusivamente contribuí vários anos para a realização da festa. Mas Vila Viçosa merecia mais. Merecia mais festas, por exemplo uma festa destinada exclusivamente à população jovem. Com música e actividades destinadas a juventude. Merecia que houvesse mais atenção por parte da autarquia, e fosse idealizado um programa cultural ao longo do ano. Merecia que fosse divulgado e cuidado o património que temos.
Antes de redactar este pequeno texto, resolvi dirigir-me à página da Câmara Municipal de Vila Viçosa, descobri que já não funciona. Isto pode não parecer nada de especial, afinal hoje em dia quem é que vê páginas web? Não me surpreendeu, na realidade é bastante normal. Recentemente dirigi-me ao Posto de Turismo de Vila Viçosa, para tentar recolher alguma informação sobre a oferta turística. Deparei-me com uma situaçao caricata, não só os folhetos que me ofereceram estavam um pouco desactualizados (os folhetos têm dez anos pelo menos), como já não havia alguma da informação disponível em português. Desses já não temos em português, acabaram, mas pode levar em francês se quiser. Foi a informação que obtive da simpática menina que me atendeu.
Mas pronto, já desabafei... agora tenho é de me preparar para a próxima sexta-feira...
A festa tem muito carisma, afluem os parentes, os amigos, os colegas à pequena vila alentejana. A vida social Calipolense parece que ganha vida uma vez por ano, a pretexto dos Capuchos. As barracas de bebida montadas ao lado da Igreja, a misturada entre música house e a pimba. Os bares alinhados de forma desordenada num terreiro cada qual a bombar a sua música o mais alto possível tentando ofuscar os vizinhos. Mas o que interessa é o entusiasmo que as pessoas metem na festa, e disso temos aos rodos. Afinal... são quatro dias uma vez por ano, é preciso dar-lhe com força.
Sou um grande fã da Festa dos Capuchos, inclusivamente contribuí vários anos para a realização da festa. Mas Vila Viçosa merecia mais. Merecia mais festas, por exemplo uma festa destinada exclusivamente à população jovem. Com música e actividades destinadas a juventude. Merecia que houvesse mais atenção por parte da autarquia, e fosse idealizado um programa cultural ao longo do ano. Merecia que fosse divulgado e cuidado o património que temos.
Antes de redactar este pequeno texto, resolvi dirigir-me à página da Câmara Municipal de Vila Viçosa, descobri que já não funciona. Isto pode não parecer nada de especial, afinal hoje em dia quem é que vê páginas web? Não me surpreendeu, na realidade é bastante normal. Recentemente dirigi-me ao Posto de Turismo de Vila Viçosa, para tentar recolher alguma informação sobre a oferta turística. Deparei-me com uma situaçao caricata, não só os folhetos que me ofereceram estavam um pouco desactualizados (os folhetos têm dez anos pelo menos), como já não havia alguma da informação disponível em português. Desses já não temos em português, acabaram, mas pode levar em francês se quiser. Foi a informação que obtive da simpática menina que me atendeu.
Mas pronto, já desabafei... agora tenho é de me preparar para a próxima sexta-feira...
sábado, abril 1
Redescobrir a Serra D'Ossa
Já passei por lá muitas vezes, a caminho daqui ou dali, ou até simplesmente em passeio de carro. Uma caminhada por lá nunca tinha feito, mas hoje a Associação Juvenil Doutor Jardim (onde eu sou sócio e participante activo) associou-se à CEIA e à Associação de Desenvolvimento dos Montes Claros para nos proporcionar um passeio pela natureza, e eu fui participar claro.
A Serra está no centro de cinco concelhos: Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa (o meu). É o maior relevo do Alentejo Central, o seu ponto mais alto, o Alto de São Gens, está a 653 metros. Não parece grande coisa mas tem muito para descobrir. Em termos de flora, ali crescem ervas aromáticas e medicinais que foram usadas pelas populações ao longo dos tempos. Num alentejo extremamente pobre as pessoas não viraram as costas às riquezas da natureza. Fiquei espantado por saber que até plantas carnívoras lá temos (atraem e comem insectos). A Serra também serve de refúgio a muitas espécies animais, incluindo espécies protegidas como algumas espécies de águias. Fala-se que serve de corredor de passagem ao lince ibérico, também há javalis, veados, cobras venenosas, aranhas do tamanho do punho, mas não tivemos a sorte de ver nada disso. No entanto aprendi que as osgas, o lagarto que toda a gente acha nojento e repelente, são na realidade muito úteis, já que comem por dia o seu próprio peso em mosquitos.
Do ponto de vista humano, há muita História para aprender. Existem vestígios de povoações e fortificações da Idade do Ferro. As populações fixavam-se em pontos altos e de díficil acesso de modo a facilitar a defesa contra clãs inimigos. Com a chegada dos Romanos e da pax julia as pessoas deslocaram-se para as planícies. Ficaram os monges eremitas que escavaram grutas no xisto para se refugiarem. Esses mesmos monges mais tarde fundaram o Convento de São Paulo, na própria Serra, que hoje em dia foi reconvertido para Pousada.
Infelizmente a paisagem da Serra modificou-se profundamente nos últimos 50 anos, com a plantação maciça de eucaplitos, que neste momento cobrem quase tudo. Por sorte ainda é possível observar a paisagem original em alguns sítios. Gostei muito do passeio, e estou cheio de vontade de regressar numa próxima edição, existem mais alguns planeados para este ano (vêr a brochura).
A Serra está no centro de cinco concelhos: Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa (o meu). É o maior relevo do Alentejo Central, o seu ponto mais alto, o Alto de São Gens, está a 653 metros. Não parece grande coisa mas tem muito para descobrir. Em termos de flora, ali crescem ervas aromáticas e medicinais que foram usadas pelas populações ao longo dos tempos. Num alentejo extremamente pobre as pessoas não viraram as costas às riquezas da natureza. Fiquei espantado por saber que até plantas carnívoras lá temos (atraem e comem insectos). A Serra também serve de refúgio a muitas espécies animais, incluindo espécies protegidas como algumas espécies de águias. Fala-se que serve de corredor de passagem ao lince ibérico, também há javalis, veados, cobras venenosas, aranhas do tamanho do punho, mas não tivemos a sorte de ver nada disso. No entanto aprendi que as osgas, o lagarto que toda a gente acha nojento e repelente, são na realidade muito úteis, já que comem por dia o seu próprio peso em mosquitos.
Do ponto de vista humano, há muita História para aprender. Existem vestígios de povoações e fortificações da Idade do Ferro. As populações fixavam-se em pontos altos e de díficil acesso de modo a facilitar a defesa contra clãs inimigos. Com a chegada dos Romanos e da pax julia as pessoas deslocaram-se para as planícies. Ficaram os monges eremitas que escavaram grutas no xisto para se refugiarem. Esses mesmos monges mais tarde fundaram o Convento de São Paulo, na própria Serra, que hoje em dia foi reconvertido para Pousada.
Infelizmente a paisagem da Serra modificou-se profundamente nos últimos 50 anos, com a plantação maciça de eucaplitos, que neste momento cobrem quase tudo. Por sorte ainda é possível observar a paisagem original em alguns sítios. Gostei muito do passeio, e estou cheio de vontade de regressar numa próxima edição, existem mais alguns planeados para este ano (vêr a brochura).
terça-feira, janeiro 31
Branca & Viçosa
O alentejo não é só planícies desertas e secas, na minha infância lembro-me de que nevou em Vila Viçosa pelo menos duas vezes. Aqui ficam umas imagens deste domingo, eu não estava lá desta vez, mas esteve muito bonita a minha vila. Obrigado ao Pedro pelas estampas.


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