O caso Freeport voltou à ordem do dia, tudo por causa de uma investigação da polícia inglesa ao processo de licenciamento feito à pressa, na véspera de uma mudança de governo. As últimas novidades misturam o nome do nosso primeiro-ministro com a palavra suborno. Por cá não há suspeitos do caso, dizem que só estão a cruzar elementos de informação. E o nosso primeiro defende-se com uma teoria da conspiração.
Já não é a primeira vez que passo por esta provação. A provação de ter de enfrentar uma campanha negra com as habituais técnicas da deturpação e da insidia
Será que desta vez vai ser tudo varrido para debaixo do tapete? Ou vai ser diferente, por ser uma verdade inconveniente a nível internacional...
Entrou recentemente em funcionamento um projecto da Ansol que permite pesquisar sobre o BASE (Contratos Públicos Online). A ferramenta chama-se site da transparência e permite revelar algumas situações caricatas, como as descritas no Aberto até de Madrugada. A ferramenta é excelente, não só porque mostra algumas situações um pouco estranhas, e que nos fazem pensar sobre a aplicação de dinheiros públicos. Mas também porque é um exemplo de como é possível construir algo útil aproveitando o software livre para reduzir os custos.
Em termos de software, é um bom exercício observar quanto é que é pago a grandes fornecedores como a Microsoft e a HP, quanto desse dinheiro é que poderia ser poupado através do software livre... E claro depois há as obras a sério... Tudo isto vem bem a propósito da intenção manifestada pelo Governo de alargar para 5,1 milhões de euros o limite dos valores das obras que podem ser adjudicadas pelo regime de ajuste directo.
Obrigado ao Sérgio por me chamar a atenção para esta ideia notável.
Um bocadinho de boa disposição e de ritmo, cortesia do Esquisso Mental, através do qual descobri este clip genial e os seus autores. Poderia dizer-se que Flight of the Conchords é uma série cómica sobre um grupo musical, mas não é exactamente o contrário. Trata-se mesmo uma banda que montou um programa de rádio, e mais tarde foi convidada pela HBO para fazer uma comédia televisiva. Fiquei fascinado depois de ver este videoclip. À primeira vista fez-me lembrar uma série britânica dentro do mesmo género mas um pouco mais nonsense, Mighty Boosh, que eu já conhecia e também recomendo vivamente. Continuei a ouvir as musiquinhas e acabei por repassar todos os vídeos disponíveis no youtube, acho que está na altura de ir comprar o DVD.
Não estou propriamente a saltar de alegria, mas é com felicidade que tenho de encarar o fim deste impasse. Há dois anos saltei um pouco precipitadamente perante uma nova oportunidade profissional, ansiava os novos desafios que estavam à minha frente. Aprendi muita coisa, conheci gente, hoje em dia encaro o mundo de outra maneira. Mas não posso dizer que me orgulhe deste desvio no meu trajecto, não deixei nenhuma marca, não construí nada. Falta de vontade da minha parte, de oportunidade ou de incentivo não sei. Infelizmente não consegui alcançar os meus objectivos, e de algum tempo a esta parte a minha motivação era extremamente baixa. Neste momento já não importa, tenho que continuar o meu caminho e perseguir as minhas aspirações.
Já chegamos ao fim das Saturnálias, mas hoje em dia festa pagã foi esquecida e supostamente celebra-se o nascimento de Jesus Cristo (que por acaso até foi noutra data mas vamos fazer de conta que ninguém sabe). Como já disse antes, até simpatizo com ele. Acho que trazia boas ideias, tentou espalhar a tolerância e o respeito pelo próximo. É pena que os seus ensinamentos sejam usados à séculos para pregar a intolerância e a subjugação aos dogmas fabricados pela Igreja. Será que ele se puder realmente ver o que se passa no mundo estará contente com o uso que fizeram do seu nome e do seu legado? Triste? Revoltado talvez.
É esta mesmo a ideia que serve de base à historia de uma banda desenhada que descobri recentemente. Trata-se de um webcomic, uma espécie de rádio-novela que entrega mais um pouco da história a intervalos regulares. O autor explora de uma forma satírica a revolta do filho de Deus, que se farta de assistir desde o reino celestial às atrocidades cometidas na Terra. Sente-se impotente, sente que ele e seu pai trairam a humanidade, e decide voltar para emendar algumas coisas.
Não sei o que ficará para a história, mas neste momento George W. Bush é um dos presidentes mais impopulares que os EUA já tiveram, e é também uma das personagens mais odiadas a nível internacional. O recente episódio em que um jornalista iraquiano lhe atirou os seus sapatos numa conferência de imprensa (sinal de desprezo na cultura local) é sintomático disso mesmo. O jornalista ficou automaticamente famoso, há suspeitas que foi espancado imediatamente a seguir e pesa sobre ele um processo judicial com perspectivas de muitos anos atrás das grades. Mas há muitos que o considerem um herói. A reacção foi imediata, as notícias e os comentários multiplicaram-se. E deram origem a uma série de curiosidades. Por exemplo existe um sítio web com a mensagem "obrigado por atirares o teu sapato" que recolhe agradecimentos personalizados, basta tirar uma foto com um sapato na mão e enviar. Também são extremamente populares os jogos baseados no incidente, a mecânica é extremamente simples, atirar vários tipos de sapatos ao Presidente em fim de carreira.
A tradição estado-unidense é construir uma biblioteca para albergar o espólio deixado por cada presidente que se reforma. A biblioteca Bush já foi projectada, mas presumivelmente vai ser um projecto conversador (em termos arquitectónicos). Mas o desafio lançado pelo The Chronicle of Higher Education foi das coisas mais originais que encontrei ultimamente. Os leitores são convidados a fazer um esboço na parte de trás de um envelope para o que poderia ser edifício que representasse a era Bush. Tiveram uma aderência massiva, e os projectos finalistas foram divulgados recentemente. Acho que há ideias geniais, pessoalmente a minha preferida é uma biblioteca que tem apenas uma fachada falsa, e por trás o edifício é um buraco no chão com um lago que reflecte as janelas no meio. Mas gostos e opiniões pessoais à parte, o que é certo é que está bem patente que os americanos querem mudar.
Obrigado ao Bruno por me chamar a atenção para esta pérola.
A crise financeira e económica está-se a reflectir cada vez mais na vida do comum dos mortais. Há pessoas a perder o emprego, ou a fazer contas à vida para tentar descobrir como vão pagar a casa, o carro e os créditos pessoais. É certo que muita gente tinha, e tem, a ilusão de que é perfeitamente possível viver acima das suas possibilidades recorrendo à magia do crédito. A parte pior é quando o crédito esgota. Isso é parte do problema, mas realmente os verdadeiros mecanismos que regem os bancos e o sistema financeiro são desconhecidos para a maioria das pessoas. Por isso mesmo cada vez há mais gente interessada em saber como funciona a alta finança. Mais ou menos pelas mesmas razões o Zeitgeist transformou-se num furor, com inúmeras traduções para várias línguas, adendas e revisões. Para quem estiver interessado numa abordagem um pouco mais séria, sem sensacionalismo ou teorias da conspiração, recomendo esta série de vídeos produzidos por Chris Masterson.
Ready to learn everything you need to know about the economy in the shortest amount of time?
The Crash Course is a condensed online version of Chris Martenson's "End of Money" seminar.
O BES resolveu abrir a sua colecção de fotografia aos olhos do público, sob o título de "O Presente: Uma Dimensão Infinita" é possível ver cerca de 300 fotografias no Museu Colecção Berardo até ao final de Janeiro. Fui até lá este fim de semana e confesso que apesar de ter gostado bastante de algumas fotos não fiquei muito impressionado no geral. Mas a iniciativa é de louvar, e agradecer ao BES que é o proprietário da maior colecção de fotografia em Portugal a iniciativa de partilhar o seu espólio de forma gratuita.
Ainda deu para participar num pequeno passatempo de Natal organizado pela loja do Museu, em que os visitantes eram convidados a participar na criação de um postal de Natal com a ajuda de Pedro Cabrita Reis.
O fim de semana passado aproveitei para dar uma escapadela até Berlim. O destino foi escolhido um pouco à última hora para aproveitar as férias e as viagens de avião a baixo preço. Foi pena a estada ser tão curta porque adorei Berlim, dois dias não dão para nada. Uma capital cheia de cultura, de pessoas diferentes, orientada para a tolerância e a arte. Onde os edifícios gigantescos e de linhas inovadoras convivem com os o tributo aos clássicos. Uma cidade que soube reinventar-se muitas vezes em tempos recentes, foi destruída, re-construída, separada, reunida.
Com um pouco de sorte irei lá voltar. Tenho de agradecer aos nativos o acolhimento que fez mudar completamente a ideia que tinha da Alemanha e dos alemães (danke Birgit).
You and me forever We belong together And we'll always endeavor Through any type of weather
You want everything to be just like The stories that you read, but never write You've gotta learn to live and live and learn You've gotta learn to give and wait your turn Or you'll get burned
We wrote our names down on the sidewalk But the rain came and washed them off So we should write them again on wet cement So people a long time from now will know what we meant
You want every morning to be just like The stories that you read, but never write You've gotta learn to live and live and learn You've gotta learn to give and wait your turn I'm only concerned
I'm adding something new to the mixture So there's a different hue to your picture A different ending to this fairytale And no sunset into which we sail
You want everything to be just like The stories that you read, but you can't write You've gotta learn to live and live and learn You've gotta learn to give and wait your turn Or you'll get burned
No último encontro que tivemos da comunidade lisboeta de Ubuntu um tópicos que saltou para a mesa foi facilidade (ou dificuldade) de utilização dos programas de manipulação de imagem livres mais conhecidos. Neste tipo de discussão normalmente começar por um ponto muito simples, as ferramentas livres em vez de copiar as ferramentas proprietárias mais conhecidas na sua interface com o utilizador apresentam formas de utilização bastante distintas. Esta questão é para muitos um problema, mas creio que não deveria ser assim. A busca de novas formas de interacção, potencialmente melhores é algo de bom, e que deve ser estimulado em minha opinião.
Há dois exemplos clássicos para esta dicotomia. Nos programas de manipulação de imagem em duas dimensões os protagonistas da batalha são Gimp vs PhotoShop, no encontro uma das opiniões que vieram para a mesa era de que o Gimp tinha uma interface perfeitamente desejável, basta pensar que permite trabalhar em dois monitores. Com as ferramentas de um lado e a imagem que está a ser trabalhada do outro. Mas não me vou deter muito sobre isso, vou antes falar sobre ferramentas para geração de imagens tridimensionais. Hoje em dia o Linux é rei neste tipo de trabalho, os efeitos especiais de filmes multi-milionários são produzidos por render-farms com capacidades impressionantes, que correm o sistema operativo livre. No entanto são produzidas através de programas proprietários como o Maya. O seu equivalente livre mais conhecido é o Blender, que de novo, tem muitos críticos acerca da sua interface.
Foi pois com interesse e curiosidade, ainda com esta conversa fresca na memória, que descobri o apelo de uma das pessoas que colabora no desenvolvimento do Ubuntu. Ele precisava de um programa livre que funcionasse em Ubuntu, foi à procura, e recompilou alguns nomes pedindo a opinião aos frequentadores do seu blogue sobre eles. Mais tarde publicou os resultados da sua investigação. Um dos programas que lhe chamou a atenção foi o Art of Illusion, um programa em Java que portanto funciona em qualquer sistema operativo, extremamente simples e fácil de usar mas ao mesmo tempo bastante poderoso. Uma coisa que ajuda bastante a começar são os tutoriais que foram disponibilizados pela comunidade. Eu resolvi fazer o tutorial mais básico também, alguns passos simples para criar um relógio de areia. Posso dizer que fiquei extremamente impressionado comigo próprio e com o resultado, em cerca de uma hora tinha uma ampulheta com algumas falhas óbvias mas com muito bom aspecto mesmo assim.
Mas voltando ao projecto Blender, alguns artistas já tinham produzidos filmes de animação totalmente independentes usando a ferramenta. Mas aproveito para publicitar Yo Frankie, e o lançamento do primeiro jogo elaborado de base por uma equipa mista, em colaboração com pessoas do projecto Crystal Space. O jogo é totalmente livre para ser descarregado, jogado e modificado. Até à arte é acesso aberto, e os modelos que foram criados para povoar o jogo podem ser reutilizados por quem quiser. Como é isto possível perguntarão alguns, esta gente vai morrer de fome a trabalhar de graça. Existe alguma documentação que está disponível para consulta na Internet, além de alguns tutorais em vídeo no Youtube. Mas na loja online do Blender é possível comprar o DVD do jogo e uma miríade de livros que ensinam a fazer desenho tridimensional, animação e produção de jogos, trazendo a recompensa monetária para as pessoas que fazem este trabalho.
Talvez para os profissionais já com uma rotina de trabalho interiorizada isto não sirva. Mas para quem quer começar, ou simplesmente para os curiosos as ferramentas estão aí e são livres de usar. Só é necessário um pouco de imaginação. Deixo-vos com Big Buck Bunny, uma das personagens que nasceu através do software livre.
Esta semana estive de férias, e já fiz muitos quilómetros, ainda hoje voltei de Berlim. Mas falar sobre essa viagem ficará para outra ocasião. Hoje vou só falar sobre um desvio que fiz na semana passada ao regressar da Galiza. Nunca fui a Aveiro, nem conhecia as praias da zona, mas foi realmente um capricho genial que me fez sair da auto-estrada nessa placa. O dia que estava chato e chuvoso acabou por se revelar maravilhoso.
Há um ano falei aqui da sexta-feira negra, o dia que nos Estados Unidos e por consequência no resto do mundo se dá início a um período de luxúria consumista. A tradição está associada às compras de Natal, com a proximidade da época as grandes cadeias fazem promoções e ofertas. Algumas bem vantajosas, mas dizem os cínicos que os estabelecimentos comerciais aproveitam a euforia das pessoas para se livrar também do fundo de catálogo. Inclusive à pessoas que fazem filas à porta da lojas e centros comerciais para conseguir apanhar as pechinchas antes que esgotem.
Mas este ano realmente a dia fez jus ao apodo de negro, na sucursal de Long Island doa Wal-Mart um empregado temporário que vigiava a entrada foi literalmente espezinhado por uma multidão que irrompeu pela loja. Esta manada em debandada provocou ainda ferimentos em mais três pessoas, o responsáveis classificaram o incidente como tráfico... Quanto a mim não tenho mais qualquer comentário a fazer.
Está quase a começar a edição deste ano do Give One Get One, uma campanha do portátil OLPC que permite nos permite comprar um dos pequenos portáteis. Na realidade vamos estar a comprar dois, mas um deles irá directamente para uma criança por esse mundo fora. Esta campanha já tinha ocorrido em moldes semelhantes no ano passado, a novidade é que o portátil agora também está disponível em qualquer sítio da Europa. Com garantia e sem problemas alfandegários, basta ir até à loja inglesa da Amazon e encomendar.
O governo nacionalizou recentemente o BPN, a notícia saiu a público dando a impressão que se estava a fazer o mesmo que está a ser feito um pouco por toda a Europa, salvar uma instituição em dificuldades para salvar todo o sistema financeiro nacional. Mas a verdade é que o banco andava em dificuldades à bastante tempo, muito antes de todo o assunto do subprime vir a lume. A pura verdade é que toda a gente fechou os olhos às trapaças que andavam a ser perpetradas até ser tarde demais. Exactamente o que aconteceu no BCP. Onde estavam as entidades reguladoras? É essa mesma pergunta que faz Ricardo Costa no Diário Económico, a sua conclusão é simples:
É precisamente hoje o lançamento da última versão do sistema operativo Ubuntu. Entre as novidades contam-se o suporte a cartões 3G para acesso à Internet, um utilitário simples e fácil de usar para montar o sistema numa caneta USB, e como sempre as últimas versões dos programas mais populares de software livre. A comunidade Ubuntu em Portugal irá organizar duas festas de lançamento a decorrer em parelelo, uma em Lisboa e outra no Porto para assinalar a ocasião.
Finalmente fui buscar as fotos que tirei na passagem dos Clunk e The Ratazanas no Music Box no passado dia 16. O concerto correu muito bem, apesar de o facto de ser quinta-feira não ajudar à casa cheia. Aconselho a quem ainda não conhece a uma audição dos The Ratazanas, que debitam um ska bastante descontraído. Os Clunk estiveram em boa forma... infelizmente tiveram azar no sábado seguinte no Paradise Garage.
Quanto às fotos, infelizmente os negativos a cores sofreram um acidente na revelação, e pouco há a fazer. As experiências a preto e branco funcionaram mas estiveram uma semana no laboratório para serem reveladas. Há por aí alguém que possa sugerir um laboratório de confiança e baratinho?
As ultimas presidenciais americanas deixaram muitas dúvidas, houve um quase empate técnico. Mas houve a polémica sobre a auditoria de sistemas de contagem de votos automatizados que foram sendo introduzidos aos poucos nos EUA para facilitar a contagem de milhares e milhares de votos. Os Simpsons recentemente revisitaram esse estigma num dos seus episódios. Coincidência ou não, começaram a aparecer relatórios de eleitores que presenciaram o seu voto a mudar de Obama para McCain.
Às vezes as coisas que estão debaixo do nosso nariz passam-nos completamente ao lado. Foi o caso com a cantina Hare Krishna que existe na minha rua. Desde que me mudei para cá que já tinha notado estranhos movimentos no edifício, pessoas vestidas com túnicas cor-de-laranja e um forte cheiro a incenso. Como já tive oportunidade de comentar aqui sou agnóstico, mas não faço nenhum tipo de discriminação em relação a qualquer religião, só não suporto gente hipócrita. Por acaso até tenho uma certa simpatia pelas religiões orientais, porque normalmente pregam o respeito não só pelo próximo, mas também pela natureza.
Mas voltando ao tema da cantina, foi um colega de trabalho que me falou da sua existência, e me lançou o desafio para a visita. Nenhum de nós lá tinha entrado ainda, e um pouco a medo lá entramos para uma casa que de fora tem o aspecto de um prédio perfeitamente normal, nada que indique que se trata de uma casa de pasto. Mas lá dentro está à espera gente atenciosa e simpática, um menu macrobiótico e uma agradável esplanada onde se pode almoçar ou jantar longe do ruído e da balbúrdia citadina. Caso gostem deste tipo de comida ou tenham ficado apenas com curiosidade, basta dirigir-se ao 91 da Rua Dôna Estefânia. Adicionalmente, para os curiosos sobre a religião, podem aparecer ao domingo à tarde, ocasião onde se celebra uma festa com canto, dança, palestra e jantar. A ISKCON (Associação Internacional para a consciência de Krishna) tem muitas mais actividades em Lisboa, para saber mais é só passar pelo página web da delegação portuguesa.