sexta-feira, janeiro 25

A Linguagem de Programação do Futuro

Desde cedo que percebi a minha apetência para a informática, quando pus as mãos em cima do meu primeiro Timex 2048 comecei primeiro a copiar das revistas e depois a inventar os meus próprios programas e jogos. Hoje em dia a informática é muito popular no mercado de trabalho, por isso há muita gente que se mete na coisa apenas porque é lucrativa. É degradante encontrar gente que pensa que programar é fazer folhas de Excel. Programar é pensar de forma ordenada, saber transpor um algoritmo para um suporte que uma máquina entenda. Isso pode-se fazer de muitas formas, há muitas ferramentas ao nosso dispor. Mas claro está, há por aí muita gente que não se preocupa em descobrir a melhor ferramenta para atingir os seus fins. Quando se tem uma martelo na mão, todos os problemas parecem um prego.

É errado ensinar Engenharia e mostrar apenas uma forma de resolver o problema. Infelizmente é a tendência nas instituições de Ensino hoje em dia, há excepções, e é o que nos vale. Aprender informática deve ser sobretudo um exercício de ginástica mental para nos ajudar a enfrentar os problemas que se nos depararão no futuro. Quando alguém me vem dizer que o .NET ou o Java são o futuro e tudo o resto morreu só lhes posso chamar burros. Esses hão de se tornar dinossauros como se tornou o COBOL.

Mas porquê toda esta discussão? Porque finalmente deu-se o passo pioneiro que abre o caminho para a linguagem de programação do futuro. E para maravilhas (e desgraças) inimagináveis. Foi criado o primeiro genoma pela mão do homem. Ou seja, começámos a dar os primeiros passos na linguagem de programação da natureza, a que descreve as criaturas e organismos que nos rodeiam. Um cenário bem previsível mais a curto prazo é a criação de híbridos para a realização de certas tarefas, o futuro a criação de formas de vida totalmente novas. Claro que isto levanta muitas questões de ordem ética, filosófica, social. Que tumultos provocará quando a humanidade assumir o papel de Deus Criador. Já nem falo em religião porque na sua hipocrisia infinita os anciãos seculares hão-de encontrar novas formas de preservar a sua divindade. Será que estamos preparados como sociedade para o que aí vem?

1 comentário:

Pedro Morais disse...

Bem, realmente pode ser DNA ou.... Python!!!! :D :D :D